Parlamentares enviaram ainda um ofício ao presidente do STF, Edson Fachin, pedindo apuração do caso em nome da preservação institucional do Judiciário 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Alexandre de Moraes, ministro do STF — Foto: Cristiano Mariz/Agência O Globo Após novas revelações de ligações entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, a oposição no Congresso Nacional protocolou um novo pedido de impeachment contra o magistrado e uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedindo a investigação de Moraes e o afastamento do diretor geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues. O coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e líder da oposição no Senado, Rogério Marinho (PL-RN), lamentou o fato de o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), não dar andamento a pedidos de impeachment protocolados na Casa. “Infelizmente, o nosso Senado da República não cumpre o seu papel. Aliás, precisa ser reformado o regimento do Senado para permitir que essa decisão não seja apenas do presidente do Senado, mas seja do colegiado ou, pelo menos, da Mesa Diretora, que ela seja compartilhada”, declarou Marinho. Além do pedido de impeachment, o grupo enviou uma notícia-crime à Procuradoria-Geral da República (PGR), pedindo investigação de Moraes e do diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues. “A gente vê o diretor da Polícia Federal praticamente morando dentro do Palácio do Planalto, conversando com o Lula, dando palestras, conversando com o Moraes, tomando uísque com um bocado lá em Londres. E a sociedade assiste a isso e acha que é normal. Mas isso está vindo aqui à luz do dia. E nós, como parlamentares, precisamos fazer a nossa parte, porque nós não podemos aceitar isso como normal”, completou o senador. Segundo Marinho, um ofício foi enviado ao procurador-geral adjunto, porque, de acordo com o parlamentar, o procurador-geral Paulo Gonet poderia estar implicado no caso: “Nós não vamos pedir ao Gonet. Vamos pedir ao seu substituto, ao seu adjunto, o senhor Hindemburgo Chateaubriand, porque, infelizmente, o senhor Gonet também tem indício de que ele, de alguma forma, pode estar nesse processo, pode estar nessa situação. Não estou afirmando, mas, por uma questão de cautela, nós estamos oficiando ao seu adjunto”, completou. A oposição enviou ainda um ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, pedindo providências e a apuração do caso em nome da transparência e da preservação institucional do Judiciário. O conjunto de medidas é uma resposta do grupo bolsonarista ao relatório da Polícia Federal (PF) que cita o ministro Alexandre de Moraes como destinatário de uma série de mensagens do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Master. Além disso, o relatório sugere que Gonet trocaria mensagens com Vorcaro por meio de interlocutores.