Eleições 2026
Augusto Cury protagoniza um dos fenômenos mais desconcertantes desta eleição. Em pouco mais de uma semana, ganhou cerca de 2,5 milhões de seguidores no Instagram, ultrapassou a barreira dos 10 milhões, multiplicou seu engajamento e saltou de 2% para 11% das intenções de voto na pesquisa BTG/Nexus. Não se trata de um levantamento isolado. Na Quaest e na Real Time Big Data, o escritor ultrapassou a barreira dos dois dígitos.
Ao mesmo tempo, centenas de influenciadores passaram a publicar conteúdos favoráveis à sua candidatura, muitos deles vindos de universos aparentemente distantes da política.
Naturalmente surgiram suspeitas. Adversários passaram a falar em robôs, coordenação artificial e eventual remuneração de influenciadores. A campanha de Cury nega manipulação, afirma não ter comprado seguidores e sustenta que o fenômeno seria uma “revolução silenciosa” provocada por um eleitorado cansado da polarização.
É importante começar pelo óbvio: suspeita não é prova. Cury já era um escritor de enorme alcance, possuía milhões de seguidores antes de ser candidato e sua exposição televisiva realmente produziu interesse público mensurável. O crescimento das buscas pelo seu nome e sua posterior expansão nas pesquisas demonstram que existe uma dimensão orgânica no fenômeno.











