A primeira novidade da eleição surgiu de onde menos se esperava. Augusto Cury (Avante), psiquiatra best-seller do ramo da autoajuda, atropela dois ex-governadores e um performático, bom de retórica, para se instalar na liderança do pelotão dos nanicos candidatos a presidente.

O desempenho nas pesquisas BTG/Nexus, Real Big Data e Atlas/Bloomberg impressiona, mas carece de comprovação para saber se significa soluço ou tendência. Seja como for, o retrato do momento mostra que há vida indecisa no ambiente em que Luiz Inácio da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) concentram atenções e intenções.Os levantamentos não alcançaram o início do horário eleitoral de rádio e televisão, mas capturaram o período em que o eleitorado foi exposto ao debate da Band e às entrevistas da TV Globo.

Esses eventos servem de referência na busca de explicação para Cury ter ganhado nove pontos em duas pesquisas, quase cinco em outra, Ronaldo Caiado (PSD) ter ficado onde estava e Romeu Zema (Novo) ter descido mais um degrau. Renan Santos (Missão) estacionou nos 3% no instituto Nexus; no Atlas, empatou tecnicamente com Cury, em desvantagem de dois décimos, e, no Real Big Data, ficou com 7% —à frente de Caiado e Zema.