0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Em pesquisa, 67% eleitores dizem que preços de alimentos subiu no último mês — Foto: Guito Moreto A piora da análise da economia, apontada pela pesquisa Quaest, é difícil explicar quando se olha para indicadores. Houve deflação em agosto, mas a percepção das pessoas é outra. À pesquisa, 67% dos entrevistados afirmam que os alimentos ficaram mais caros no último mês. E isso acontece, porque os preços, na verdade, subiram muito, então quando eles caem relativamente ao que estavam antes isso não significa mais espaço no orçamento das pessoas. Ainda mais num orçamento que está sendo consumido pelo endividamento. Apesar da inflação estar em queda, em especial a de alimentos, o que as pessoas sentem é diferente. E mais importante do que o número é o sentimento, é o que vai definir o voto. A pesquisa Quaest também mostrou que a economia não é a maior preocupação dos eleitores. Para 16% dos entrevistados, a economia é o principal problema do país. A maior preocupação é com a violência, com 31%. Quando perguntados como o Brasil está nos últimos 12 meses, 49% acham que a situação piorou, o mesmo percentual da última pesquisa; 29% acham que ficou do mesmo jeito e só 19% acham que melhorou. Por gênero, há diferença nesta percepção. Entre o eleitorado feminino, o grupo dos que acham que a situação piorou caiu de 51% para 47%. Entre o eleitorado masculino, aumentou de 48% para 50%. Conforme o instituto, 48% desaprovam a gestão do petista, enquanto 45% aprovam. Ficou estável em relação à última pesquisa. Mas entre quem ganha de 2 a 5 salários mínimos, houve crescimento da desaprovação. Já entre quem ganha até 2 salários mínimos, 56% aprovam e 36% desaprovam. A economia sempre faz parte da decisão na hora do voto. E o quadro não está bom para o governo, porque tem muita gente achando que a economia piorou e que os preços subiram, independentemente do que o IPCA-15, divulgado na semana passada, registrou. Nâo foi sentida pelo consumidor.
Em eleição, o sentimento sobre a economia é mais importante que os indicadores
Em eleição, o sentimento sobre a economia é mais importante que os indicadores








