No levantamento anterior, de abril, 40% dos entrevistados achavam que a economia estava pior A economia piorou no último ano para 43% da população, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). Para 20%, houve melhoras no cenário econômico do país e 33% avaliam que está do mesmo jeito do que há um ano. Dos entrevistados, 4% não responderam. Em abril, 50% achavam que a economia tinha piorado no último ano, 27% consideravam que estava do mesmo jeito e para 21% estava melhor. Segundo a pesquisa, dois terços dos entrevistados (66%) acham que o preço dos alimentos nos mercados subiu no último mês, 23% avaliam que está igual e para 9%, caiu. Dos entrevistados, 2% não responderam. Na rodada anterior da pesquisa, de junho, 69% achavam que o preço dos alimentos tinha aumentado e 7% tinham a percepção de que tinha caído e para 22% estava igual. O poder de compra dos brasileiros está menor do que há um ano para 68% (eram 67% em junho). Para 10%, está maior (eram 13% na rodada anterior) e para 21% está igual (eram 19%). Uma das principais apostas do presidente e pré-candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em seu terceiro mandato, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês não foi sentida pela maioria da população, de acordo com o levantamento: 65% disseram não terem sido beneficiados pela medida, 32% afirmaram que foram beneficiados e 3% não responderam. Para 39%, não houve impacto na renda depois da isenção do IR, 35% responderam que tiveram impacto na renda, mas não muito e 24% disseram que tiveram um impacto significativo nos rendimentos. O novo Desenrola, bandeira da gestão para ajudar os endividados, é conhecido por 66% dos entrevistados e desconhecido por 34%. A maioria da população (55%) aprova a proposta e considera uma boa ideia, enquanto 20% acham que ajuda um pouco, 21% avaliam como uma má ideia e 4% não responderam. Dos entrevistados, 87% disseram que não foram beneficiados pela medida e 12% afirmaram que foram. Entre os que foram beneficiados, 35% disseram que a renda aumentou de forma significativa depois do programa, 33% disseram não sentir diferença e para 31% a renda aumentou, mas não muito. Na pesquisa, 47% disseram ter poucas dívidas, 31% afirmaram não estar endividados e 21% disseram ter muitas dívidas; 1% não respondeu. Outra aposta do governo, o fim da jornada 6X1, tem ampla aprovação dos entrevistados: 69% são a favor, 22% são contra e 5% não são nem a favor nem contrários à proposta. Os entrevistados foram questionados sobre o que pretendem fazer se o fim da jornada 6x1 for aprovado e 53% disseram que pretendem descansar e passar mais tempo com a família, 13% querem buscar outro trabalho ou fazer hora-extra para aumentar a renda; 12% afirmaram que pretendem estudar, 9% disseram que pretendem ir à igreja ou a cerimônias religiosas, 6% pretendem passear, fazer festas ou ir a bares e restaurantes e 4% querem viajar. Perguntados se acham que vão trabalhar menos horas por semana se o fim da jornada 6x1 for aprovada, 50% disseram que sim e 45% acham que não. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026. O instituto realizou 2004 entrevistas entre os dias 10 e 13 de julho. economia piorou para 43% dos entrevistados, sete pontos percentuais abaixo da pesquisa de abril, quando eram 50% — Foto: Fabiano Rocha/Agência O Globo