Surto, o mais mortal já registrado no país, já soma mais de 6 mil casos e se espalhou por seis províncias do norte e do leste 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma profissional de saúde trata um paciente na ala de Ebola de um hospital na cidade mineira de Mongbwalu, República Democrática do Congo — Foto: Arlette Bashizi / The New York Times A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) causou mais de 3 mil mortes, segundo o último balanço divulgado pelas autoridades congolesas, nesta semana. A epidemia, declarada oficialmente em maio e que afeta especialmente o norte e o leste do país, é a que causou mais vítimas na RDC, de acordo com os registros. O número de casos já supera 6 mil. Surto se espalhou por seis províncias O surto começou na província de Ituri, no nordeste, e é provocado pelo vírus Bundibugyo, para o qual não existe vacina nem tratamento específico aprovado. A epidemia se espalhou rapidamente por seis províncias do norte e do leste do país, onde a presença do Estado é frágil e grupos armados estão em atividade. Desde o início do surto, foram registrados 6.041 casos confirmados, com 2.911 mortes e 1.366 pessoas recuperadas, segundo dados divulgados nesta segunda-feira pelas autoridades de saúde. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional Cepa ainda não tem vacina específica aprovada Em sua fase inicial, o vírus Bundibugyo provoca sintomas aparentemente leves, o que pode atrasar sua detecção, segundo as autoridades sanitárias. Vários tratamentos e vacinas contra essa cepa, ainda pouco conhecida, estão em fase de testes. Até agora, a cepa Zaire havia sido responsável pela maioria dos surtos na RDC. Enquanto uma vacina específica não é desenvolvida, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendou a realização de um ensaio clínico de fase 3 com a Ervebo, vacina aprovada contra a cepa Zaire.
Epidemia de Ebola na República Democrática do Congo ultrapassa 3 mil mortos
Surto, o mais mortal já registrado no país, já soma mais de 6 mil casos e se espalhou por seis províncias do norte e do leste









