Dados de casos confirmados, que ultrapassam 2 mil, e de óbitos é um dos alertas sobre a doença no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Dr. Jeremie Bataga, médico do Centro de Tratamento de Ebola (CTE) do Hospital Geral de Rwampara, em Bunia, Ituri, no leste da República Democrática do Congo; país vive surto da doença — Foto: Benediction Murhabazi / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 12:25 Surto de Ebola na RDC: Epidemia Avança Rapidamente sem Controle A República Democrática do Congo enfrenta um surto de ebola em ritmo "sem precedentes", com mais de 2 mil casos confirmados e 754 mortes. A Médicos Sem Fronteiras alerta para a rápida expansão da epidemia, enquanto a OMS sugere que os números reais podem ser até quatro vezes maiores. Sem vacinas ou tratamentos disponíveis, um ensaio clínico de um antiviral foi iniciado. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A República Democrática do Congo (RDC) registrou mais de 2 mil casos de ebola, incluindo 754 mortes, em um surto que se espalha rapidamente, informaram as autoridades de saúde congolesas nesta quarta-feira (15). A epidemia se alastra em um ritmo "sem precedentes e em novas áreas", alertou nesta quarta-feira a ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF), que pediu um reforço urgente da resposta médica. "Em menos de cinco semanas, o número de casos confirmados triplicou" e "o número de mortes quintuplicou", acrescentou a organização. "Já superou a metade do número de casos registrados durante a epidemia de ebola de 2018-2020 na RDC, que durou quase dois anos", observou a organização. Na terça-feira, o diretor de operações de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS), Chikwe Ihekweazu, alertou que 80% dos novos casos não constam em listas de contatos conhecidos e se originam de "cadeias de transmissão desconhecidas". Segundo ele, muitos desses casos envolvem pessoas que morreram antes de conseguirem chegar a um centro de saúde. Mais de 2 mil casos foram confirmados em cinco províncias da RDC, incluindo 754 mortes, segundo os últimos dados divulgados pelas autoridades de saúde congolesas nesta quarta-feira. Atualmente não existem vacinas ou tratamentos para essa variante, mas o primeiro ensaio clínico para avaliar a eficácia de um antiviral começou na terça-feira, anunciou a OMS. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional