Epicentro da crise está localizado em Ituri, província do nordeste congolês, na fronteira com o Sudão do Sul e Uganda. Ao menos 1.115 pessoas foram infectadas no país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Profissionais de saúde transportam em uma maca, a partir de uma ambulância, um paciente com Ebola no Centro de Tratamento de Ebola (CTE) em Bunia, Ituri, no leste da República Democrática do Congo — Foto: Benediction Murhabazi / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 26/06/2026 - 18:43 Ebola avança na RDC: 304 mortos e alerta internacional da OMS A epidemia de ebola na República Democrática do Congo já resultou em 304 mortes, com 1.115 infectados, segundo autoridades locais. O surto, que começou em Ituri, uma região de mineração no nordeste do país, foi detectado tardiamente, dificultando o controle. A falta de segurança e o intenso fluxo populacional complicam a resposta à crise. A OMS declarou alerta internacional e planeja iniciar ensaios clínicos em breve. A cepa Bundibugyo, sem vacina ou tratamento, já atingiu também Uganda. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A epidemia de ebola na República Democrática do Congo (RDC) continua fora de controle mais de um mês após sua declaração, em 15 de maio, e, segundo o mais recente balanço das autoridades sanitárias congolesas, o surto já causou 304 mortes. Neste surto, 1.115 pessoas foram infectadas, de acordo com o Instituto Nacional de Saúde Pública (INSP), órgão que contabiliza também o número de óbitos. Estima-se que o ebola tenha matado mais de 15 mil pessoas na África nos últimos 50 anos. O atual surto foi detectado tardiamente na RDC, o que permitiu que a epidemia alcançasse uma dimensão ainda difícil de medir. Por isso, as organizações humanitárias internacionais e as ONGs presentes no terreno consideram que os números oficiais estão subestimados. O epicentro da crise está localizado em Ituri, província do nordeste congolês, na fronteira com o Sudão do Sul e Uganda. Essa região mineradora registra intenso fluxo populacional, o que favorece a transmissão do vírus, e é frequentemente atingida por massacres promovidos por grupos armados, de modo que a insegurança dificulta a resposta sanitária. Quase a totalidade dos pacientes está concentrada em Bunia, capital da província, que reúne 91,3% dos casos e 82,2% das mortes. O vírus, que provoca uma febre hemorrágica, já se espalhou para outras duas províncias congolesas e para a vizinha Uganda, onde foram registrados vinte casos, dois deles fatais. A epidemia é causada pela cepa Bundibugyo, para a qual não existe vacina nem tratamento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou um alerta internacional, os ensaios clínicos deverão começar na próxima semana. Na quarta-feira, foi detectado um caso de transmissão na França. Trata-se de um médico de nacionalidade congolesa que trabalha para a ONG Alima. Ele esteve no epicentro da epidemia antes de viajar para Paris. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional
Epidemia de ebola na República Democrática do Congo causou 304 mortes, aponta novo balanço
Epicentro da crise está localizado em Ituri, província do nordeste congolês, na fronteira com o Sudão do Sul e Uganda. Ao menos 1.115 pessoas foram infectadas no país








