Esta já é considerada a maior da história do país e caminha para se tornar também a mais letal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um profissional de saúde mede a temperatura de uma paciente com suspeita de Ebola, enquanto ela é transportada para o Hospital de Rwampara, em Ituri, no leste da República Democrática do Congo — Foto: Glody Murhabazi / AFP A epidemia de ebola, que avança em um ritmo sem precedentes, chegou a uma sexta província da República Democrática do Congo (RDC), no norte do país, informou nesta quinta-feira (14) o diretor da agência de saúde da União Africana (Africa CDC), Jean Kaseya. A RDC declarou em 15 de maio, com várias semanas de atraso, sua 17ª epidemia de ebola, já considerada a maior de sua história e a caminho de se tornar também a mais letal. Até então, cinco províncias congolesas haviam sido afetadas: Ituri, que faz fronteira com Uganda e Sudão do Sul, Kivu do Norte, Kivu do Sul, Alto Uele e Tshopo. Agora, a lista inclui a província de Baixo Uele, no norte do país e na fronteira com a República Centro-Africana. Uma pessoa morreu de ebola em Baixo Uele após viajar de Alto Uele, no nordeste, afirmou Kaseya durante uma conversa on-line com jornalistas nesta quinta-feira. A atual epidemia já deixou mais de 2.128 mortos entre 4.566 casos confirmados, apenas três meses após sua declaração, segundo as autoridades. O surto mais letal registrado anteriormente no país matou cerca de 2.300 pessoas entre os 3.500 casos contabilizados entre 2018 e 2020. Originada na província de Ituri, no nordeste, a atual epidemia atinge várias províncias do nordeste e do leste, algumas densamente povoadas, onde a presença do Estado é frágil e a infraestrutura de saúde é precária. O ebola, transmitido pelo contato com fluidos corporais e que provoca febre hemorrágica, matou mais de 15.000 pessoas na África nos últimos 50 anos. Ebola se torna emergência de saúde internacional; Veja fotos 1 de 11 O centro de tratamento de Ebola, em Goma, estava abandonado desde o fim do surto de 2019. Trabalhadores restauram o espaço — Foto: Jospin Mwisha / AFP 2 de 11 Uma funcionária verifica a temperatura de uma antes de permitir seu acesso ao hospital em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 11 fotos 3 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 4 de 11 Cartaz com os números de contato de emergência para o Ebola fixado em uma tenda na passagem de fronteira de Busunga — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 5 de 11 Um soldado no antigo centro de tratamento de Ebola, em Goma, que estava abandonado desde o fim do surto em 2019 — Foto: Jospin Mwisha / AFP 6 de 11 Um agente sanitário higieniza as mãos de um motociclista pela fronteira entre Uganda e a República Democrática do Congo — Foto: Badru Katumba / AFP X de 11 Publicidade 7 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: Jospin Mwisha / AFP 8 de 11 Homem se prepara para entrar no Hospital Kyeshero, em um posto de controle para lavagem das mãos e aferição de temperatura para todos os visitantes — Foto: Jospin Mwisha / AFP X de 11 Publicidade 9 de 11 Um profissional de saúde monitora os visitantes que chegam ao Laboratório Rodolphe Mérieux, do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica, em Goma — Foto: Jospin Mwisha / AFP 10 de 11 Um agente de saúde fronteiriço na passagem entre Uganda e a República Democrática do Congo, verifica a temperatura de um viajante — Foto: Badru KATUMBA / AFP X de 11 Publicidade 11 de 11 Um visitante tem sua temperatura verificada antes de entrar no Hospital Kyeshero — Foto: John WESSELS / AFP Surto da doença na África leva OMS a acionar nível máximo de emergência sanitária internacional