A Bolsa de Valores brasileira informou que as ações do BRB (Banco de Brasília) serão negociadas apenas por meio de leilão durante os pregões, em razão de a instituição financeira não ter entregado suas informações financeiras. Em meio à crise do Banco Master, a instituição do Distrito Federal ainda não entregou o balanço referente ao terceiro trimestre de 2025.
A mudança da B3 entrou em vigor no pregão desta segunda-feira (31). Assim, todas as ordens de compra e venda em relação ao papel do BRB serão registradas ao longo do dia, sem execução automática. Ao fim do pregão, elas serão computadas em um leilão que visa casar compradores e vendedores de acordo com um preço médio, que pode estar dentro ou não da ordem enviada pelo investidor. Assim, o negócio não é garantido.
"Ressalta-se que, para a retomada da negociação contínua dos valores mobiliários, a companhia deverá estar adimplente com a entrega de todas as suas informações periódicas", informou a B3.
Leilões também são utilizados pela Bolsa quando há um volume fora do padrão por um papel ou baixíssima liquidez, de modo a evitar manipulações ou distorções nos preços dos ativos.
"O objetivo da negociação não contínua é dar mais transparência aos investidores sobre o descumprimento, pela companhia, de suas obrigações periódicas de divulgação de informações ao mercado. A medida não representa suspensão nem retirada dos valores mobiliários de negociação", disse a B3, por nota.







