Com o último balanço divulgado no segundo trimestre de 2025, o BRB (Banco de Brasília) completou um ano sem tornar públicos seus resultados financeiros. Os relatórios operacionais estão represados desde que veio à tona o escândalo do Banco Master, e a falta de dados oficiais oculta o tamanho do rombo deixado pelas operações fraudulentas.
A expectativa do banco de apresentar o balanço consolidado do ano passado no último dia 30 acabou frustrada, e o BRB encostou agora no prazo limite acordado com o Banco Central para solucionar a crise de capital e de liquidez.
Em 6 de fevereiro, a instituição do Distrito Federal entregou um documento ao BC com um conjunto de ações preventivas de recomposição de capital a serem implementadas no prazo de 180 dias, ou seja, até 5 de agosto.
Apesar da urgência da situação, interlocutores do mercado financeiro avaliam que os movimentos do banco e do governo do Distrito Federal têm sido muito lentos. A crítica recai principalmente sobre o governo do DF, que não demonstrou até agora capacidade de gerar fluxos de receita capazes de honrar os pagamentos do empréstimo.
Procurado, o BRB não quis se manifestar sobre o atraso das divulgações. Em nota, a Secretaria de Economia do Distrito Federal afirmou que a operação está sendo acertada junto ao sindicato de bancos, que vai oferecer o aval, e pelo FGC, que vai dar o financiamento. "O governo já está pronto para assinar o contrato, mas depende dos trâmites das instituições financeiras envolvidas e não há prazo legal para sua conclusão", disse.







