O El Niño deste ano já é intenso e ainda não parou de ganhar força. Os cientistas esperam que, até dezembro, quando os eventos de El Niño normalmente atingem o auge, este se torne o mais forte em pelo menos 80 anos de registros precisos —e talvez o mais poderoso em séculos.
O fenômeno alterará os padrões climáticos em todo o planeta e poderá levar outros 49 milhões de pessoas à fome, segundo uma projeção do Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas. Também elevará temporariamente as temperaturas globais, que já vinham subindo por causa das mudanças climáticas.
Previsões apontam para um El Niño mais forte que todos os demais.
Os El Niños são, em essência, anomalias no oceano Pacífico tropical. Sua magnitude é medida pelo quanto as temperaturas na região ficam acima do normal. Para ser classificado como um super El Niño, as temperaturas precisam estar 2°C acima da média. Mas se espera que o fenômeno deste ano vá ainda mais longe, superando com folga os fortes El Niños anteriores, que começaram em 1997, 2015 e 2023.
É incomum haver três El Niños fortes em 11 anos. Os cientistas divergem sobre se essa sequência é apenas uma coincidência ou se as mudanças climáticas podem estar tornando os eventos de El Niño mais frequentes e intensos.









