Eleições 2026
Com quatro dias de diferença, Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) fizeram movimentos semelhantes. Na quinta-feira 27, o senador reuniu empresários e executivos do mercado financeiro em um jantar na casa de Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil e sócio da QMS Capital, em São Paulo. Na segunda-feira 31, foi a vez de o presidente receber 16 empresários no Palácio da Alvorada, em Brasília.
A “coincidência” revela uma disputa que vai além da fotografia com expoentes da economia. À medida que a eleição se aproxima e a diferença entre os dois diminui nas pesquisas de segundo turno, as campanhas passam a disputar também o apoio e as interlocução capazes de reforçar a imagem de cada candidato diante de setores influentes da sociedade.
A presença dos mesmos grupos nos dois jantares deixa a disputa mais evidente. Luiz Carlos Trabuco Cappi, do Bradesco, e Fábio Ermírio de Moraes, da Votorantim, participaram dos dois encontros. A Gerdau esteve representada nas duas mesas, por Richard Gerdau no jantar de Flávio e André Gerdau Johannpeter no de Lula. Do Itaú, Flávio recebeu Milton Maluhy Filho, enquanto Lula contou com Roberto Setubal.
O interesse eleitoral pelo setor está relacionado também ao perfil da disputa. A pesquisa BTG/Nexus divulgada em 24 de agosto mostrou Flávio à frente de Lula entre os eleitores de maior renda em um eventual segundo turno. Entre aqueles com renda familiar acima de cinco salários mínimos, o senador aparecia com 53%, contra 41% do petista. Lula mantém vantagem nas faixas de renda mais baixas.














