Quem é Flávio Bolsonaro, candidato à presidência da República pelo PL em 2026As eleições ocorrerão no dia 4 de outubro de 2026, oportunidade em que serão eleitos os cargos de presidente da República, governadores, senadores e deputados. Crédito: TV EstadãoGerando resumoSÃO PAULO E BRASÍLIA - Na tentativa de se aproximar do mercado financeiro, o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) participou na quinta-feira, 28, de um jantar com líderes dos principais bancos e de grandes empresas do País. O candidato falou de segurança pública e combate à corrupção, além do tema sobre o qual os presentes mais estavam interessados, o ajuste fiscal, mas sem detalhar medidas que tomaria em seu governo, caso vença as eleições, apurou o Estadão/Broadcast.No jantar, os temas econômicos ficaram a cargo da coordenadora do programa econômico do candidato, Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal. Segundo um participante, ela prometeu eficiência nos gastos e falou da preocupação em ajustar as contas fiscais brasileiras, mas sem dar maiores detalhes de como cortar gastos.Flávio Bolsonaro e Daniella Marques, apresentada como 'braço direito e esquerdo' Foto: @flaviobolsonaro via Youtube/ReproduçãoPUBLICIDADEUm interlocutor definiu o evento como “um jantar de aproximação” e ressaltou que a Faria Lima buscava uma conversa mais próxima com o filho de Jair Bolsonaro. Na semana passada, Flávio não participou de um evento do Santander com investidores e empresários que marcou o início da campanha presidencial com a Faria Lima. Daniella ficou como sua representante naquele evento, que contou com a presença de três presidenciáveis.No jantar desta quinta-feira, 27, acompanhado da chamou a coordenadora de seu programa econômico de “braço direito, esquerdo, perna direita e esquerda”. Daniella foi assessora de Paulo Guedes, ministro da Economia de Jair Bolsonaro apelidado de “Posto Ipiranga” pelo ex-presidente.Para um dos participantes, Flávio procurou no jantar se mostrar mais moderado, falando de temas como buscar uma relação mais harmoniosa entre os Poderes e da necessidade de articulação e acordos políticos.Enquanto isso, Lula dava entrevista no JNO filho de Jair Bolsonaro também falou de segurança pública e combate à corrupção, além de mencionar sua intensa oposição ao PT. Ao falar do partido de Luiz Inácio Lula da Silva, que ao mesmo tempo que corria o jantar dava entrevista ao Jornal Nacional, Flávio ressaltou que o governo petista não resolveu os problemas da economia e da sociedade brasileira, ao contrário, aprofundou alguns. Por isso, disse, é preciso mudança.PublicidadeDe acordo com presentes, Flávio reforçou a ideia de que o próximo Congresso deve ter um perfil mais conservador e, por isso, seu governo teria mais força para aprovar projetos necessários para a economia.Entre os presentes, como relevou o Estadão/Broadcast mais cedo, estavam nomes como Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú; Luiz Carlos Trabuco, presidente do conselho de administração do Bradesco; Gilson Finkelsztain, CEO do Santander Brasil; Roberto Campos Neto, vice-chairman do Nubank; Christian Egan, CEO da B3; e Daniel Goldberg, sócio da Lumina Capital.Leia tambémPerdemos uma oportunidade com Bolsonaro de um governo de direita de boa qualidade, diz Samuel PêssoaLula e Flávio Bolsonaro estreiam na TV com defesa de legado, economia e ataques calibradosFora do setor financeiro, estavam nomes como Fernando Simões, CEO da Simpar; Richard Gerdau, executivo da Gerdau; José Galló, ex-CEO da Renner; Fábio Carvalho, CEO da Abril; Pedro Parente, sócio-fundador da eB Capital; e João Camargo, presidente do Conselho da Esfera Brasil.PublicidadeO jantar foi no apartamento do executivo Marcelo Kayath, ex-presidente do Credit Suisse no Brasil, e atualmente sócio da gestora QMS Capital. Em junho de 2022, ele foi uma das poucas vozes da Faria Lima a admitir publicamente o voto em Lula. Foi depois cotado para presidir o Banco Central, em 2024, quando o governo buscava um substituto para Roberto Campos Neto.Vale ler tambémO Brasil se aproxima do topo do comércio agrícola mundial Consultoria Galeazzi vê risco de piora no quadro das empresasTrês Poderes em campanha: vale-tudo tenta resguardar Supremo contra um Senado mais à direita em 2027