0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Escritor Augusto Cury (Avante) no debate da Band — Foto: Maria Isabel/Agência O Globo Augusto Cury parece ter encontrado uma nova aplicação para a sua tese do "pensamento acelerado": a corrida presidencial. O candidato do Avante saltou de 2% para 11% na pesquisa BTG/Nexus. E o inesperado avanço recolocou em debate a chamada “síndrome do pensamento acelerado” (SPA), criação de Cury, sem qualquer comprovação científica, que reúne sintomas como ansiedade, irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço e excesso de pensamentos. Em seu livro sobre o tema, o autor propõe técnicas de “gestão da emoção”, relaxamento e controle dos pensamentos para desacelerar a mente. A SPA, porém, não é reconhecida como diagnóstico autônomo e não consta da Classificação Internacional de Doenças (CID) nem do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM). Especialistas apontam que esses sintomas podem estar ligados a condições como ansiedade, burnout e transtornos do humor. Até hoje Cury rebate as críticas alegando que a SPA é uma construção teórica própria e que a falta de catalogação não a torna inválida. O contraponto de pesquisadores, porém, é que a circulação institucional e sucesso editorial não equivalem, por si só, a validação científica. A fórmula, de todo modo, parece ter funcionado com o eleitor, especialmente com as mulheres, que anos atrás eram ávidas consumidoras das obras do candidato ao comprar cosméticos nos catálogos da Avon. Hoje, Cury tem 13% das intenções de voto entre elas, contra 9% entre homens, de acordo com a Nexus.
A ‘síndrome’ sem comprovação científica de Augusto Cury
A ‘síndrome’ sem comprovação científica de Augusto Cury
















