O número de mortos nas enchentes e deslizamentos que atingiram o Himalaia na semana passada chegou a 1.066, segundo balanços provisórios atualizados nesta terça-feira (1º). Equipes de resgate continuam a procurar sobreviventes entre a lama e os escombros, enquanto o governo nepalês começou a sepultar coletivamente parte das vítimas que ainda não foi identificada devido à superlotação dos necrotérios.

Do total de mortos, 1.050 foram registrados no Nepal, segundo balanço da polícia, e 16 no lado chinês, de acordo com a imprensa estatal. Seis dias após o desastre provocado pelo colapso de uma geleira, 4.562 pessoas continuam desaparecidas —3.916 em território nepalês e 546 no Tibete.

As informações sobre mortos e desaparecidos não são centralizadas em uma única fonte e são divulgadas separadamente pelas autoridades e pela imprensa de cada lado da fronteira.

No Nepal, as buscas se concentram em vários túneis onde poderiam estar centenas de operários que trabalham na construção de represas. Com explosivos, equipamentos de perfuração e escavadeiras, os socorristas conseguiram abrir caminho em alguns deles, mas até agora retiraram apenas alguns corpos.

Especialistas da Índia, da China e da Coreia do Sul se juntaram às equipes nepalesas. No distrito de Nuwakot, ao longo do vale atingido pela avalanche, os socorristas também removem escombros de vilarejos soterrados pela lama.