Os trabalhos das equipes de resgates, que já acontecem em condições precárias, podem acabar interrompidos caso a situação se agrave 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Militares do Nepal resgatam sobreviventes de enchente presos em túnel — Foto: Reprodução/Facebook/Exército do Nepal As autoridades de China e Nepal atualizaram o número de mortos e desaparecidos após a avalanche de lama que causou enchentes na fronteira dois dois países na quarta (26): 734 corpos já foram recuperados até este domingo (30). Outros sete cadáveres recuperados rio abaixo, em território no norte da Índia, estão atualmente em processo de identificação. A informação é da agência AFP. Além disso, mais de 3.000 pessoas, entre nepalenses, tibetanos e estrangeiros, seguem desaparecidos. Os governos falam em 2.498 em território do Nepal e 546 no tibetano. No entanto, os trabalhos das equipes de resgates podem acabar interrompidos. A Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Risco de Desastres (NDRRMA) do Nepal emitiu um alerta nas primeiras horas deste domingo (30) para o aumento do nível das águas de um rio – que pode levar a novas enchentes. No momento, socorristas trabalham com precaução redobrada. "Temos recebido a informação que o volume de água da cheia do rio Bhotekoshi, em Rasuwa, aumentou ainda mais", anunciou a NDRRMA. Por isso, todos os times de buscas, resgate e assistência humanitária em zonas riberinhas, além de todas as demais pessoas afetadas nestas regiões – Rasuwa, Nuwakot, Dhading e Chitwan – foram orientadas a prosseguir com cuidado. Entenda a origem da tragédia em Nepal e Tibete e o percurso da destruição — Foto: Arte/O GLOBO Mesmo antes do novo alerta deste domingo (29), profissionais já trabalhavam em condições extremamente difíceis na fronteira Nepal-China graças à densidade da lama que cobre as zonas afetadas e dificulta a localização de corpos desmembrados pela enxurrada, como explicou um engenheiro nepalês ao GLOBO. "A gente quer recuperar os corpos de familiares, vivos ou mortos, mas não podemos encontrá-los...Podem ver o barro", corroborou à AFP também Kawan Koirala, membro da Equipe de Resposta a Desastres do Nepal, visivelmente esgotado após jornada de buscas de 18 horas. Como na região afetada tipicamente se desenvolvem grandes projetos de infraestrutura energética, as autoridades nepalesas acrescentaram os nomes de 933 trabalhadores destas empresas às listas de desaparecidos, junto a turistas e peregrinos que escalavam o monte tibetano sagrado de Kailash. Uma base do Exército em Bidur foi convertida ainda em centro de operações de resgate onde familiares procuram funcionários desaparecidos em listas de sobreviventes. "Vim até aqui buscar meu filho, era trabalhador da central hidrelétrica, mas não encontro seu nome e as autoridades não dizem nada", relatou Kalka Sharda à AFP. Em um túnel da hidrelétrica, uma centena de trabalhadores seguem presos desde quarta. No fim do sábado (29), militares conseguiram inserir um tubo ali, informou o ministro do Interior, Sudan Gurung. "Estamos enviando ar através de uma pequena abertura e vamos começar as obras de escavação, por onde enviaremos as esquipes de resgate por dentro", esclareceu Gurung em comunicado à imprensa.
Mortos na fronteira Nepal-China agora chegam a 734 e desaparecidos são mais de 3.000 em meio a alerta para novas enchentes
Os trabalhos das equipes de resgates, que já acontecem em condições precárias, podem acabar interrompidos caso a situação se agrave












