Há 70 anos, a Cummins iniciou a produção de eixos para veículos pesados no Brasil. A conta inclui os anos de operação da Meritor, que o gigante dos EUA comprou em 2022 por US$ 3,7 bilhões (R$ 19,2 bilhões na cotação atual).
A celebração ocorre em meio à concorrência crescente dos modelos nacionais com os caminhões e ônibus produzidos na China, fator que tem modificado o mercado nacional. Mas o alerta acionado pelas montadoras ainda não reverberou na cadeia de suprimentos.
"O veículo chinês é uma realidade em mercados na América Latina, mas ainda há muito espaço para o caminhão brasileiro porque existe um tempo longo de transição que vai favorecer a nossa indústria", disse Kleber Assanti, diretor-geral da divisão de eixos da Cummins no Brasil. "De qualquer forma, todos os fornecedores têm oferta diversificada para também atender as demandas da eletrificação."
Dados da empresa mostram que a demanda ainda sustenta a rentabilidade dos negócios. A fabricante de componentes é uma das principais fornecedoras da VWCO (Volkswagen Caminhões e Ônibus), montadora que tem uma estratégia comercial historicamente ligada às exportações.
Apesar da tranquilidade acerca do panorama, a Cummins teve de adaptar sua estrutura produtiva nos últimos anos devido à queda abrupta das vendas de pesados no mercado, sobretudo no segmento de caminhões.






