Só mesmo um masoquista para querer voltar a 2020, ano em que a pandemia do que chamávamos coronavírus e a falta de vacinas mataram milhões e ativaram no mundo o modo isolamento social.

Mas, se lembro bem daqueles tempos, dizíamos que alguns supostos benefícios do #ficaemcasa seriam perpetuados quando –e se– saíssemos daquela.

Embalada por alguns gestos de gentileza nas janelas e nas redes sociais, nascia paradoxalmente aqui e ali uma certa crença na raça humana.

(Minha rala contribuição: ler por telefone poesias por mim escolhidas para moradores do Rio, em programa criado pela prefeitura carioca.)

Falava-se de um suposto "novo normal" em temas como o trabalho e a mobilidade. Estávamos seguros de que faria muito sentido seguir a trabalhar remotamente em várias atividades, e celebrava-se o efeito disso no trânsito das metrópoles, doravante com avenidas para sempre em clima de feriado prolongado.