A reforma tributária entra em uma fase decisiva, mas ainda há peças importantes sendo ajustadas às vésperas do início da CBS. Entre adiamentos no split payment, mudanças no CNPJ técnico e procedimentos que ainda dependem de regulamentação, empresas e contribuintes precisam se preparar para 2027 enquanto parte da própria engrenagem da reforma ainda está em construção.PUBLICIDADEDepois de toda polêmica sobre o split payment, o governo adiou o início da operação do sistema. A implementação será gradual. A própria legislação já previa pelo menos duas etapas e admitia que, na primeira, o uso seria facultativo e concentrado nas operações em que o comprador seja uma pessoa jurídica e esteja no regime regular, diz a colunista do Estadão Maria Carolina Gontijo, a Duquesa de Tax (veja o vídeo completo acima).Segundo ela, adiar um sistema que não está pronto não é por si só um escândalo. “Prefiro mil vezes que o governo adie uma ferramenta complexa do que colocá-la para funcionar de qualquer jeito, só para dizer que cumpriu o calendário. O problema é que o split payment não está sozinho.”Leia tambémPor que a alta renda não está compensando a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil?O que o poder de escolha do consumidor revela sobre a crise da Casas BahiaA reforma tributária foi aprovada em 2023. A principal lei complementar veio em janeiro de 2025. A regulamentação avançou ao longo de 2026 e, mesmo assim, faltando pouco mais de quatro meses para a CBS valer de verdade, pedaços importantes da implementação estão sendo empurrados para depois, diz a Duquesa. PublicidadeOutro exemplo é o chamado CNPJ técnico. A colunista explica que o CNPJ técnico não significa que uma pessoa física vai ser transformada em empresa. Trata-se de uma inscrição em um cadastro para permitir que determinadas pessoas físicas, que se tornaram contribuintes da CBS, sejam identificadas dentro do novo sistema. Entre elas estão algumas pessoas físicas que atuam com imóveis. Em julho, o governo adiou a obrigatoriedade dessa inscrição para 1.º de janeiro de 2027. A justificativa oficial foi justamente dar mais tempo para a adaptação dos contribuintes, das administrações tributárias e dos desenvolvedores de sistema. “É um festival de amadorismo e improviso.”Reforma tributária tem ainda muitas peças sem definição Foto: Andrzej Rostek/Adobe StockProgramaTodas as quintas-feiras, às 9h30, a Duquesa de Tax faz reacts (comentários sobre outros vídeos ou entrevistas) do noticiário econômico no Estadão. Além disso, tem o programa semanal Não vou passar raiva sozinha. Os vídeos inéditos vão ao ar sempre às segundas-feiras, às 9h30, para assinantes do Estadão. Cortes do programa são distribuídos ao longo da semana nas redes sociais. A atração também tem uma versão em podcast.Siga a Duquesa de Tax no EstadãoNão vou passar raiva sozinha no SpotifyNão vou passar raiva sozinha no Apple PodcastsPublicidadeVale ler tambémEm plena expansão, Coamo mira R$ 30 bi em faturamentoDesinformação sobre reforma tributária pode pressionar inflaçãoSeguros e emergência climática: não dá para postergar medidas para mitigar os efeitos das mudanças
Split payment, CNPJ técnico: o que ainda falta para a reforma tributária começar de verdade em 2027?
No programa ‘Não vou passar raiva sozinha’, a Duquesa de Tax critica a falta de informação e as decisões improvisadas às vésperas de o novo sistema entrar em vigor







