As ações da Casas Bahia disparavam 45% nesta segunda-feira (31) após a varejista comunicar a investidores a suspensão, por 180 dias, de ações judiciais e cobranças de dívidas. Por volta das 11h30, os papéis subiam 45%, a R$ 0,58. Na máxima do dia, chegaram a avançar 47,5%, a R$ 0,59.
Em despacho de sexta-feira (28), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira, da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, reconheceu a tese de que a corrida de credores contra o patrimônio do grupo e os bloqueios judiciais já concedidos representam um risco à reestruturação e justificam a blindagem temporária.
A Casas Bahia pediu recuperação judicial em 16 de agosto, após registrar R$ 17,3 bilhões em dívidas. Dez empresas da holding fazem parte da ação, entre elas as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o e-commerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia.
Desde então, considerando o valor de fechamento da última sexta-feira (28), os papéis acumulam desvalorização de 38%. O avanço desta segunda reverte parte da queda acumulada. Em 14 de agosto, pregão anterior ao pedido de restruturação, as ações da varejista fecharam cotadas a R$ 0,66, enquanto, em 28 de agosto, os papéis terminaram o pregão cotados a R$ 0,41.











