A Casas Bahia comunicou a investidores a suspensão de ações judiciais e cobranças de dívidas contra a empresa por 180 dias.

"A companhia manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados acerca de quaisquer desdobramentos relevantes relacionados ao assunto tratado neste fato relevante", afirma a empresa no comunicado.

No despacho de sexta-feira (28), a juíza Tainá Maria Leonardo de Oliveira reconheceu a tese de que a corrida de credores contra o patrimônio do grupo e os bloqueios judiciais já concedidos são um risco à reestruturação da empresa a justificam a blindargem temporária.

Com R$ 17,3 bilhões em dívidas, a Casas Bahia pediu recuperação judicial em 16 de agosto. Dez empresas da holding fazem parte da ação, entre elas as marcas Casas Bahia e Ponto Frio, o ecommerce Extra.com e a fabricante de móveis Bartira, além de subsidiárias de logística e tecnologia.

O chamado "stay period" é necessário, segundo a juíza, para entender a dimensão das operações realizadas pelo grupo Casas Bahia, que contabiliza mais de 765 lojas físicas pelo país e controla uma cadeia de segmentos próprios, bem como para aferir toda a documentação apresentada.