Inteligência artificial, equipamentos conectados e dados integrados ajudam a enfrentar a escassez de profissionais, ampliar a eficiência operacional e qualificar a assistência no setor de saúde 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 11º Fórum Latino-Americano sobre Qualidade e Segurança na Saúde, realizado em julho, em São Paulo, realizado no Einstein, patrocinado pela Mindray — Foto: Divulgação Há seis anos, o Hospital Renji de Xangai, afiliado à Escola de Medicina da Universidade de Jiaotong de Xangai, na China, iniciou um processo de integração entre equipamentos médicos, prontuários e sistemas de inteligência artificial (IA). A mudança permitiu reduzir em 21,7% a taxa de mortalidade e economizar 42 mil horas anuais de trabalho de enfermagem. Referência no país, em 2025 atendeu cerca de 7,5 milhões de pacientes externos e 26 mil internados, com mais de 13 mil cirurgias realizadas. Assim, consolidou sua posição de referência e tornou-se um dos principais exemplos de hospital inteligente apresentados durante o 11º Fórum Latino-Americano sobre Qualidade e Segurança na Saúde, realizado em julho, em São Paulo. “Buscamos ser integrados, inteligentes e internacionais. Utilizamos o metaverso no treinamento de profissionais e a inteligência artificial tanto para apoiar médicos quanto para agilizar o acesso dos pacientes aos serviços”, contou o médico e professor Michael Wang, líder da implementação do ecossistema digital no Renji, que reúne mais de 5 mil colaboradores e mais de 2 mil leitos. A experiência apresentada por Wang mostra como hospitais inteligentes vêm deixando de ser uma perspectiva de longo prazo para responder a desafios já enfrentados pelos sistemas de saúde. O projeto foi desenvolvido em parceria com a empresa de tecnologia em saúde Mindray. O médico e professor Michael Wang, líder da implementação do ecossistema digital no Renji, fez uma apresentação remota durante o evento. — Foto: Divulgação A companhia de origem chinesa manteve um espaço próprio no evento, onde apresentou soluções voltadas à integração da jornada hospitalar, com equipamentos e tecnologias para monitoramento de pacientes, centros cirúrgicos, diagnóstico por imagem e análises laboratoriais. "Nosso objetivo é reunir informações clínicas em um ambiente único, permitindo decisões mais rápidas e uma operação hospitalar mais eficiente", resumiu. São equipamentos com tecnologias voltadas ao diagnóstico precoce de diferentes doenças, incluindo câncer, além da identificação mais ágil de complicações graves, como as relacionadas a pós-transplante. Em comum, essas soluções utilizam dados para subsidiar decisões clínicas e contribuir para melhores desfechos assistenciais. Monitoramento à distância Fundada em 1991, a Mindray atua no país desde 2008. Segundo Lucas Xu, gerente-geral da empresa no Brasil, o país ocupa lugar de destaque nos planos de expansão internacional. “O Brasil é um dos nossos mercados mais bem-sucedidos. O país ocupa uma posição estratégica para o nosso crescimento internacional”, afirma. Lucas Xu, gerente-geral da Mindray no Brasil — Foto: Divulgação A empresa fornece soluções para instituições públicas e privadas de diferentes regiões. O modelo combina a sincronização entre equipamentos e o uso da plataforma de dados clínicos. Dessa forma, permite repensar a atenção primária com um olhar de continuidade, em que o hospital deixa de ser o centro do cuidado e torna-se parte de um ecossistema de atendimento que utiliza a tecnologia para monitorar os pacientes de forma remota e identificar incidentes em tempo real. Trabalhando em colaboração com prestadores de serviços de saúde, instituições públicas e parceiros clínicos, a Mindray atua no fortalecimento da capacidade de diagnóstico e tratamento ao mais variado perfil geográfico, incluindo a região amazônica. Um exemplo é a Benemérita Sociedade Portuguesa Beneficente do Pará, instituição filantrópica fundada em Belém (PA), em 1877, responsável pela gestão do Hospital Beneficente Portuguesa. “Estamos trabalhando com a Mindray para nos tornarmos o primeiro hospital totalmente conectado do Norte do Brasil. Assim, podemos fortalecer a estrutura organizacional para uma região que tem um vazio assistencial muito elevado”, afirma o diretor assistencial, Vitor Manuel Jesus Mateus. “Aqui, a telemedicina pode ser uma ferramenta importantíssima para ampliar o acesso da população às consultas e a um diagnóstico avançado.” Inteligência e eficiência As inovações ajudam as organizações a se prepararem para o futuro, ampliam a eficiência das equipes e permitem que os profissionais se concentrem em atividades de valor assistencial — um diferencial importante, num cenário de falta de mão de obra e aumento da demanda no cuidado para uma população cuja expectativa de vida aumenta rapidamente. As soluções utilizam dados para embasar decisões clínicas e contribuir para melhores resultados — Foto: Divulgação Os resultados obtidos pelo Hospital Renji e as iniciativas em desenvolvimento no Brasil, como em Belém, indicam que o hospital inteligente deixa de ser apenas uma visão de futuro para se consolidar como uma resposta concreta aos desafios da saúde. Ao reunir equipamentos, dados e inteligência artificial, esse modelo amplia a eficiência operacional e expande o cuidado para além do ambiente hospitalar.
Tecnologia conecta hospitais e amplia eficiência no cuidado
Inteligência artificial, equipamentos conectados e dados integrados ajudam a enfrentar a escassez de profissionais, ampliar a eficiência operacional e qualificar a assistência no setor de saúde










