A partir de 2016, o mercado global de cocaína entrou em expansão acelerada. A ONUDC (Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime) estima que a produção tenha quase triplicado, de 1.400 para mais de 4.000 toneladas por ano.
Entre 2016 e 2023, as apreensões na Europa se multiplicam por seis (Euda - Agência da União Europeia sobre Drogas). Na França, a pureza da droga no varejo passou de 45% para quase 80%, enquanto o preço caiu 25% (OFDT - Observatório Francês de Drogas e Tendências de Dependência). Qualidade em alta, oferta crescente e preços em queda impulsionaram o consumo mundial.
Em Hong Kong, Japão e Coreia do Sul, as apreensões quintuplicaram entre 2016 e 2024 (dados: polícias, Justiça e alfândegas nacionais); na África, aumentaram mais de 20 vezes (ONUDC); na Austrália, triplicaram (Acic - Comissão Australiana de Inteligência Criminal).
O Brasil? É não apenas a principal origem das apreensões de cocaína na Europa, desde 2019 (Euda), como um dos artífices dessa transformação.
Em 2022, comecei a estudar a inserção internacional do PCC no tráfico de cocaína, da Bolívia à Europa, passando por diferentes países. Os primeiros resultados da pesquisa já estão no ar.









