Eleições 2026
O terceiro mandato do presidente Lula (PT) devolveu ao Brasil certa normalidade, mas o fato de as instituições não terem admitido sua responsabilidade pelo golpe contra Dilma Rousseff (PT) abre caminho para aventuras como a de 2016. Quem adverte é o ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão.
Aragão chefiou a pasta entre 14 de março e 12 de maio de 2016, como sucessor de Wellington César Lima e Silva — este, atual ministro da Justiça, havia ocupado o cargo entre 3 de março e 14 de março daquele ano. Antes, José Eduardo Cardozo esteve à frente do ministério entre 2011 e 2016, até se tornar advogado-geral da União.
“Ninguém ainda examinou essa crise moral que vivemos”, crítica Aragão, em entrevista a CartaCapital. “Enquanto não reconhecermos este bonde como um instrumento contra a democracia brasileira, não sairemos do buraco.”
A derrubada se concretizou há exatos dez anos, em 31 de agosto de 2016. A sessão derradeira, no Senado, contou com 61 votos a favor do impeachment e apenas 20 contra. Na ocasião, até ex-ministros de Dilma votaram pelo impeachment, a exemplo de Eduardo Braga, Marta Suplicy e Edison Lobão.







