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31/08/2026 00h00 Atualizado há 39 minutos
Quando o presidente Donald Trump disse que a “civilização inteira” do Irã morreria “para nunca mais ser ressuscitada”, em abril, a ameaça foi vista como sem precedentes. Na época, o americano recuou poucas horas depois, anunciando um cessar-fogo temporário com Teerã. Ele não explicou o que quis dizer com o termo, mas, seis meses após o início da guerra dos Estados Unidos e de Israel contra a República Islâmica, mais de 3,5 mil pessoas morreram no país — e séculos de história foram destruídos ou danificados. De murais rachados a palácios estilhaçados, o conflito logo passou a ser visto por autoridades e especialistas como “um ataque deliberado e consciente” contra a identidade cultural de uma nação milenar.
— Não estamos falando de pedra e argamassa. Estamos falando da memória e da história de um povo — disse em abril o ministro do Patrimônio Cultural do Irã, Reza Salehi-Amiri.
Segundo Teerã, cerca de 150 sítios arqueológicos em 20 províncias foram danificados em ataques americano-israelenses desde 28 de fevereiro, com prejuízos estimados em US$ 49 milhões (R$ 253 milhões). Desses, pelo menos seis são considerados patrimônios mundiais pela Unesco. No mesmo período, a agência da ONU para a educação, ciência e cultura também alertou para “vários sítios únicos de importância cultural” atingidos no Líbano e em Israel, acrescentando que comunicou a todas as partes envolvidas as “coordenadas dos sítios” para que sejam tomadas “todas as precauções possíveis para evitar danos”.







