Dois viadutos entre os distritos centrais Sé e Brás que servem de ligação com a zona leste de São Paulo estão marcados para desaparecer da paisagem paulistana. A substituição das estruturas por uma via semaforizada está prevista na concessão do parque Dom Pedro 2º e os impactos da obra no trânsito passam por análise técnica do consórcio que irá administrar o espaço.
Um passo importante para viabilizar as demolições ocorreu no início de agosto, quando o Conpresp (conselho de preservação do patrimônio) atendeu ao pedido da gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) para que uma dessas passagens fosse excluída do decreto de tombamento do centro histórico da capital. O viaduto 25 de Março estava há quase duas décadas equivocadamente listado entre as construções históricas do centro, o que impediria a sua demolição.
Descoberto justamente durante estudos para a concessão do parque, o erro no tombamento resulta de uma confusão envolvendo uma via homônima. A estrutura que deveria estar na relação de bens tombados é um pequeno túnel com parede de pedra na rua 25 de Março, que permite a passagem sob a avenida Rangel Pestana.
Ao superar esse equívoco, a prefeitura abriu caminho para a retirada das estruturas viárias conforme previsto no plano de requalificação urbana do parque. Mas isso também acende um alerta para os efeitos no trânsito de veículos no acesso à região mais populosa do município.








