Em São Paulo, a prevenção da violência contra a mulher vai de porta em porta com agentes comunitárias de saúde. Em Pernambuco, pega carona no carro do ovo. Em comum, as duas iniciativas usam caminhos pouco convencionais para levar informação sobre violência doméstica a comunidades onde campanhas tradicionais nem sempre chegam.
As experiências fazem parte de um cenário de iniciativas que buscam ampliar a participação das mulheres e enfrentar diferentes formas de violência. O mapeamento "Ecossistema de incentivo à participação e representatividade na política no Brasil", do Instituto Update, identificou 114 iniciativas no país.
Segundo Carol Althaller, diretora-executiva do Instituto Update, a violência é uma barreira à entrada e à permanência das mulheres nos espaços de poder. Mulheres negras, indígenas, trans e de outros grupos historicamente afastados enfrentam barreiras específicas.
"As experiências mostram a importância de chegar às mulheres a partir dos próprios territórios e de suas redes. Há iniciativas que articulam apoio jurídico e psicológico, formação, comunicação e espaços seguros de troca. Isso ajuda a enfrentar um dos efeitos da violência política, que é justamente o isolamento das lideranças."










