A iniciativa, lançada com a participação da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, faz parte de um esforço da gestão federal de enfrentamento da violência contra as mulheres 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A iniciativa para mulheres em situação de violência, anunciada nesta segunda-feira (24), teve a participação da primeira-dama, Janja Lula da Silva — Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil A menos de dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais, o Ministério da Saúde passou a disponibilizar, a partir desta segunda-feira (24), 100 mil teleatendimentos mensais em saúde mental para mulheres em situação de violência e mães atípicas do Brasil. A iniciativa, lançada com a participação da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, faz parte de um esforço da gestão federal de enfrentamento da violência contra as mulheres, que virou uma das principais bandeiras da campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A iniciativa para mulheres em situação de violência começou em março deste ano, com projetos-piloto em Recife (PE) e Rio de Janeiro (RJ). Agora, as consultas remotas contemplarão todos os Estados, além de incluir outros familiares que cuidam de pessoas com deficiência, transtornos do neurodesenvolvimento ou doenças raras. O serviço está disponível no aplicativo do Meu SUS Digital. No caso de violência, no primeiro contato, serão avaliados possíveis riscos, rede de apoio e as principais demandas da mulher. Cada usuária poderá realizar até dez sessões, com possibilidade de iniciar um novo ciclo quando necessário. Após o ciclo de dez teleconsultas individuais, a mulher pode participar de um grupo de manutenção e apoio entre pares, mediado por psicóloga, para continuidade do acompanhamento. De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, isso incentiva, inclusive, outras formas de convívio e identificação de rede de apoio. O governo vem intensificando suas ações voltadas às mulheres de olho em atrair um dos setores considerados decisivos para as eleições. O foco no tema fez com que, no início de fevereiro, o governo organizasse uma cerimônia no Palácio do Planalto para lançar, junto aos demais Poderes, o Pacto Nacional Brasil contra o Feminicídio. Janja é vista como a principal indutora da pauta feminina dentro do governo e foi ela quem pediu a Lula que assumisse uma postura mais incisiva do governo no assunto. No anúncio desta segunda-feira, a primeira-dama enalteceu a ação lançada, mas ponderou que o Sistema Único de Saúde (SUS) "não é uma coisa que me deixa feliz". "A gente poderia estar investindo tempo e trabalhadores em outras especialidades. Temos um programa que auxilia na reconstrução dentária de mulheres que sofreram violência. É importante, mas não me deixa feliz", comentou. "Nós, mulheres, precisamos seguir vivas e saudáveis. Precisamos ter uma vida tranquila e confortável, sem ter o medo batendo à nossa porta", complementou. De olho em divulgar os esforços do Executivo, ela defendeu ser preciso encontrar meios para as pessoas terem acesso à informação e ao teleatendimento. Janja, então, disse que é importante a divulgação nas redes sociais. Padilha, por outro lado, agradeceu a liderança de Janja ao assumir a bandeira do combate à violência contra a mulher e mobilizar tanto a sociedade quanto o governo em torno da pauta. "Era uma das entregas que a gente mais trabalhava na luta do Brasil contra o feminicídio", disse.