Governador pede 'pelo amor de Deus' para eleitor lembrar seu número na urna e não confundir com o de Flávio Bolsonaro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governador Tarcísio de Freitas no lançamento das candidaturas de Coronel Telhada e Capitão Telhadinha — Foto: Guilherme Queiroz Neste sábado (29), o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) participou do lançamento das candidaturas à reeleição do deputado federal Coronel Telhada e do deputado estadual Capitão Telhadinha, ambos do PP. Na Vila Leopoldina, na Zona Oeste de São Paulo, Tarcísio acompanhou uma série de discursos voltados à segurança pública e, ao subir ao palco, repetiu temas que tem explorado na campanha à reeleição, como a Cracolândia e a diminuição de indicadores criminais no estado. Também criticou o governo Lula e mencionou empresas que recentemente entraram em recuperação judicial. — Milhões de brasileiros endividados. E não adianta falar que a massa salarial cresceu ou que a inflação está controlada, porque não temos produtividade, não estamos formando poupança e não temos consumo. Sabe pra onde o dinheiro está indo? Para bet, para jogo — disse o governador. Tarcísio ainda lembrou que o seu número de urna é diferente do de Flávio Bolsonaro. Em 2022, quase 500 mil paulistas votaram 22 (o número do então presidente Jair Bolsonaro) para governador. Com qual candidato a presidente você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubra — Vou pedir humildemente que vocês apertem o 10 pra governador. E é 10, viu, gente? Pelo amor de Deus. E na eleição passada eu perdi um milhão de votos, o pessoal que saiu na onda lá, 22 para presidente, 22 para governador. Para presidente é 22, só para governador que é 10, pelo amor de Deus. Com Flávio na TV Na manhã deste sábado (29), o governador participou de outro evento de campanha. Esteve na Conferência Elas, que reuniu cerca de 8.000 mulheres na Igreja Videira, em Santo Amaro, na Zona Sul de São Paulo. Tarcísio orou ao lado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), do candidato ao Senado Guilherme Derrite (PL) e do candidato a deputado federal Carlos Bezerra Jr (PSD). Foi descrito pelo pastor Wilson Oliveira como um homem “temente a Deus”. No púlpito, o governador contou a historia bíblica da juíza e profetisa Débora para falar sobre resiliência. Após narrar o período em que o povo de Israel viveu 20 anos sob o comando de um general inimigo, Sísera, falou sobre Débora, que participou da derrubada do oponente, para destacar o papel das mulheres. Tarcísio se destaca por sua fluência bíblica superior à média dos políticos. — O Pastor Wilson falou de liberdade. Imagina 20 anos sem liberdade. Imagina 20 anos com dívida. Imagina 20 anos com uma vida financeira que não avança, sem prosperar, com a sensação de que está estacionado. Quem aqui, às vezes, acha que está passando pelos 20 anos de Sísera? — questionou Tarcísio. Após o culto, o governador foi questionado pelo GLOBO sobre a ausência de Flávio Bolsonaro no seu primeiro programa eleitoral para a televisão, que foi ao ar na sexta-feira (28). Tarcísio disse que deve gravar com o senador em breve. — A gente vai ter a oportunidade de gravar com o Flávio, de trazer ele para o programa. Eu vou participar do programa do Flávio, o Flávio vai participar do meu programa — disse. Sobre a sabatina de Flávio no Jornal Nacional, que foi ao ar nesta sexta, e o caso "Dark horse" (cinebiografia de Jair Bolsonaro para o qual o senador buscou financiamento do banqueiro Daniel Vorcaro), o governador respondeu que acha que o aliado já “prestou esclarecimentos”. Em entrevista a César Tralli e Renata Vasconcellos, o candidato à Presidência da República pelo PL negou que o elo com Vorcaro tenha tido "contrapartida" em sua atuação como parlamentar. Flávio disse que "não tem absolutamente nada de errado em um filho buscar financiamento para o filme do próprio pai". Também argumentou que a "única relação" que tinha com o banqueiro era relacionada ao filme.
Tarcísio diz que brasileiro consome menos porque dinheiro 'está indo para bet'
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