Propaganda eleitoral em rádio e TV teve início nesta sexta-feira (28) em todo o país 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos) — Foto: Brenno Carvalho/O Globo O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos), que tenta a reeleição em São Paulo, ignorou o senador Flávio Bolsonaro (PL), que concorre a presidente, e levou para o primeiro horário eleitoral gratuito em TV depoimentos de vítimas dos deslizamentos de encostas de São Sebastião, no litoral paulista, em 2023. O objetivo era apresentar-se como um político “humano”, um “homem de Deus” e um “herói sem capa” que “agiu rápido” diante do episódio e entregou moradias a quem perdeu tudo. Fernando Haddad (PT), por sua vez, fez um apelo aos eleitores para decidirem o voto a partir de uma análise crítica da atual gestão, tirando a “venda dos preconceitos partidários”. O programa fez elogios às suas passagens como ministro da Educação e da Fazenda, bateu na tecla do aumento dos feminicídios e da queda de posições no ranking de educação dos estados e mostrou discursos do presidente Lula (PT) e do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). O episódio da Vila Sahy costuma ser citado pelo governador, nos bastidores, como um exemplo de ação eficiente do poder público, mas a campanha mantinha o mistério sobre o conteúdo. “São Paulo conhecia ali quem era o seu governador”, narra uma mulher no programa eleitoral do republicano. Tarcísio cumprimenta pessoas, conversa com uma senhora dentro da sua nova casa e, à sua maneira, enumera o que foi feito na ocasião, como parcerias com a rede hoteleira e envio de caminhões-pipa. Ao ouvir um pedido de abraço, Tarcísio se emociona. O material encerra com uma frase do governador em um fundo preto, aos moldes de um filme biográfico, em que defende as medidas como uma homenagem às 64 vidas que foram perdidas. Haddad, com tempo mais curto à disposição, interveio com um vídeo produzido com inteligência artificial (uma reportagem atribuída à CNN Brasil na tela tinha frases em outros idiomas), onde as pessoas retiram faixas dos olhos ao ouvir sobre problemas do estado. Seriam as tais “vendas” do antipetismo entre os eleitores paulistas. Numa tentativa de transmitir dinamismo, Haddad caminha em direção às câmeras enquanto critica o governo do rival. A partir disso, o petista tem seus feitos no governo apresentados, como a criação do Prouni, a expansão das universidades e dos institutos federais, quando era ministro da Educação, e as atuais taxas de desemprego e inflação, as “menores da história”, agora que deixou a Fazenda. A chapa inteira dá as caras com frases pinçadas dos discursos da convenção estadual do PT, dia 25 de julho. “São Paulo é muito grande e, na mão do Haddad, vai ser muito maior”, declara Lula, antes do jingle de campanha, com um “desperta aê” no meio, finalizar o bloco.