Eleições 2026

A propaganda eleitoral de rádio e tevê na disputa pela Presidência começa neste sábado, 29 de agosto. Até aqui a campanha tem sido morna, embora no submundo das redes sociais esteja mais quente. Lula e Flávio Bolsonaro, os líderes nas pesquisas, chegam a essa fase do pleito com rejeições quase iguais, daí que os ataques mútuos devem se intensificar a partir de agora.

No comitê lulista, o plano desenhado para a propaganda eleitoral mescla a apresentação de propostas com a exibição de uma espécie de “biografia não-autorizada” do adversário. No primeiro caso, o programa de estreia deve apostar em duas bandeiras: a redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6 por 1, e a ampliação dos poderes federais no combate ao crime, via PEC da Segurança Pública.

As duas já passaram pelos deputados e dependem da aprovação dos senadores. A retomada do diálogo entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), depois de três meses de “guerra fria”, facilitou o avanço das propostas. Há chances de votação delas nos próximos dias, a última semana de trabalho parlamentar em Brasília antes da eleição de outubro.

Segundo Éden Valadares, secretário de Comunicação do PT e integrante do QG reeleitoral de Lula, a propaganda de rádio e tevê perdeu o monopólio de pautar o que o eleitorado vê e debate em campanhas, agora há também as redes sociais. Mas ela ainda tem o peso mais relevante. “As pesquisas mostram que é quando começa o horário eleitoral que os olhares da sociedade como um todo, do eleitor e da eleitora comuns, se voltam para a disputa”, afirma.