Mladenov também teme que conflito prolongado já esteja criando uma nova geração de radicais 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casa atacada por drones de Israel em Jenin, na Cisjordânia ocupada, em 28 de agosto de 2026 — Foto: JAAFAR ASHTIYEH/AFP Ataques aéreos israelenses mataram oito palestinos em Gaza e na Cisjordânia ocupada no fim de sexta (28), segundo as agências Reuters e Associated Press. Dois irmãos e outro parente morreram em uma casa atingida nos arredores de Khan Younis, segundo informou o Nasser Hospital à AP. Outros dois ataques separados mataram uma pessoa cada na Cidade de Gaza, de acordo com o hospital Shifa. O Exército de Israel confirmou as ações em Gaza, mas disse não ter conhecimento da operação em Khan Younis. Outros três palestinos morreram em Jenin, em uma operação conduzida por drones – a primeira ação aérea na Cisjordânia ocupada desde fevereiro de 2025 e mais uma escalada na violência na região. O número de ataques de colonos e das forças israelenses a palestinos na Cisjordânia tem crescido nos últimos meses – mesmo com o negociado cessar-fogo entre Hamas e Israel. 87 palestinos já morreram em 2026 na área, além de três israelenses. O Exército de Israel identificou um dos mortos em Jenin como Qais Bitawi, um palestino que estaria supostamente "envolvido no avanço de atividade terrorista significativa" junto ao Hamas em Gaza. O Ministério da Saúde palestino confirmou a morte de Bitawi e o Hamas classificou o ataque como "crime hediondo". O serviço de ambulância da Sociedade do Crescente Vermelho Palestino informou à Reuters que tropas israelenses fizeram uma incursão de solo ao local do ataque de drone em Jenin e prenderam temporariamente os socorristas, impedindo que eles transportassem os feridos ou mortos para o hospital. Gaza está com os dias contados, diz enviado de Trump Horas depois, Nickolay Mladenov, Alto Representante para Gaza do Conselho da Paz criado pelo presidente americano Donald Trump com o objetivo de avançar as negociações pelo fim do conflito, afirmou neste sábado (29) que Gaza pode desaparecer permanentemente em breve. — Se permitirmos que Gaza continue na situação que temos agora, que é metade sob o controle total de Israel e outra metade com todas as pessoas espremidas em uma porção menor, Gaza desaparecerá. Ela desaparecerá para sempre e não haverá como recuperá-la — alertou em entrevista à rede de televisão Al Jazeera, do Qatar. Na visão do político búlgaro, dois milhões de palestinos vivem em condições tão precárias na região – mesmo antes do início do conflito com os ataques terroristas do Hamas a Israel em 7 de outubro de 2023 – que, se não forem tomadas medidas urgentes, em breve não haverá mais um caminho para resolver as disputas entre Palestina e Israel. Mladenov considerou a situação uma "tragédia humanitária" e insinuou que interessa também a israelenses, assim como à comunidade internacional, colocar um fim às múltiplas guerras e limitações pelas quais passam a população palestina. — Nós estamos plantando as sementes da próxima crise de segurança militar que irá surgir. Como você pode justificar para crianças crescendo em barracas que suas casas foram destruídas e suas famílias mortas? Como pode justificar para eles...Como pode garantir que eles não se radicalizem? — questionou ainda o enviado de Trump.
Chefe de Conselho da Paz de Trump diz que Gaza pode desaparecer de vez em breve; novos ataques aéreos de Israel matam oito
Mladenov também teme que conflito prolongado já esteja criando uma nova geração de radicais






