O presidente Lula disse na sabatina do Jornal Nacional para as eleições deste ano que não está preocupado com o crescimento da dívida pública em seu terceiro mandato. Mas deveria.
Na tentativa de se desviar da pergunta incômoda sobre a disparada da dívida em 10 pontos percentuais em relação ao PIB (Produto Interno Bruno) no seu terceiro mandato, Lula quis lacrar para cima da apresentadora Renata Vasconcellos, e ficou feio para o presidente.
"Renata, eu pensei que uma jornalista da tua qualidade, da tua competência, pudesse começar essa pergunta falando diferente: 'Você, por exemplo, presidente Lula, o senhor foi o único presidente na história do Brasil que fez superávit primário durante oito anos do seu primeiro mandato.'"
O passado não muda a realidade de hoje. O endividamento do setor público chegou a 81,9% do PIB e vai crescer mais até o fim do ano, para 83,6%, de acordo com projeções oficiais. Esse indicador é o mais importante para mostrar a saúde financeira das contas de um país.
Lula negou o problema, culpou os juros altos e preferiu comparar o tamanho da dívida brasileira com a de países como Estados Unidos, Japão e Itália. A comparação com essas economias serve de retórica, mas não convence.











