No auge da crise da Covid-19, quando o ex-presidente contrariava as recomendações das autoridades sanitárias, Claudio Lottenberg condenou a falta de exemplo do governo federal 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Claudio Lottenberg, líder da Confederação Israelita do Brasil — Foto: Agência O Globo Durante a sabatina para a TV Globo, realizada nesta sexta-feira, o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) disse que pretende nomear o médico Claudio Lottenberg para o Ministério da Saúde caso seja eleito em outubro. No entanto, o oftalmologista, embora já tenha demonstrado proximidade com o ex-presidente e pai de Flávio, Jair Bolsonaro (PL), foi crítico da sua gestão na época da pandemia. Em entrevista ao GLOBO, publicada em março de 2021, quando o Brasil passava pelo pior momento da crise sanitária, batendo recorde diário de casos e óbitos, Lottenberg disse que que não viu "grandes líderes aparecerem sem máscaras”. O médico criticou a falta de uma ação coordenada contra a Covid-19 e afirmou que, "se houve um ente que não criou um clima inspiracional, foi o governo federal". Naquele período, a campanha de vacinação contra o coronavírus avançava a passos lentos no país, após uma resistência do governo federal a firmar acordos com o Instituto Butantan e com a Pfizer para a aquisição dos imunizantes. O pai de Flávio, então presidente, tecia críticas públicas às vacinas e aos outros métodos de combate à Covid-19 indicados pelas autoridades de saúde, como uso de máscaras e isolamento social. — Existe uma falta de engajamento por parte do paciente em relação ao seu próprio cuidado. Mas também precisávamos de modelos, de orientação. E não vimos uma linguagem única, em caráter nacional. Quer dizer, a utilização de máscara e do álcool gel, que deveria ser um mantra, não aconteceu. É culpa de uma ordem de governança que não soube construir, em um ano, um mínimo de entendimento. Acho que essa pergunta tem que ser feita pelo governo federal — disse Lottenberg na entrevista. Logo em seguida, o médico, que é mestre e doutor em Oftalmologia pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e presidente do conselho do Einstein Hospital Israelita e da Confederação Israelita do Brasil (Conib), citou como exemplo o primeiro-ministro israelense, que foi a público se vacinar para incentivar a adesão à campanha de imunização: — Se houve um ente que não criou um clima inspiracional, foi o governo federal. Não vamos olhar o modelo americano, mas o israelense. O primeiro ministro de Israel foi o primeiro a ser vacinado . Não vi grandes líderes de diferentes países apareceram publicamente sem máscara.