Eleições 2026
Não é preciso ser um especialista em comunicação para concluir que a entrevista do presidente Lula, candidato à reeleição, pelo Jornal Nacional, é pura ação eleitoral da TV Globo. Está na cara. É um padrão.
As tentativas de manipulação da opinião pública por essa empresa de comunicação se repetem a cada eleição. É quando também a emissora expõe, ao vivo e a cores, a adesão incondicional exigida dos seus profissionais às escolhas políticas da empresa. E a submissão deles a elas – com o prejuízo da imparcialidade desejada numa programação destinada a apresentar todos os candidatos presidenciais ao seu público.
Na quinta-feira 27, os apresentadores César Tralli e Renata Vasconcelos emprestaram seus rostos e suas indignações ensaiadas a uma ofensiva da empresa para a qual trabalham contra a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva – que, queiram ou não, é o maior estadista brasileiro desse século; desejem ou não, um presidente da República com mandato conferido pela maioria absoluta da população em 2022, portanto digno de algum respeito.
Numa entrevista que pareceu uma inquirição, ficou tão evidente a superioridade de Lula em relação aos outros candidatos de um dígito nas pesquisas entrevistados anteriormente, e em relação aos próprios entrevistadores, que fica difícil escolher se o mais constrangedor foi o desconhecimento de ambos em relação aos temas levantados ou o esforço, quase uma disputa entre eles, de mostrar quem seria mais ofensivo ao entrevistado. Não raro, não era apenas um deles batendo boca com o presidente, mas os dois, em coro.











