Depois de Zema, Caiado e Renan Santos, atual chefe do Executivo foi o quarto dos seis candidatos à Presidência que serão sabatinados ao longo da semana logo após o Jornal Nacional 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disputa a reeleição. — Foto: Evaristo Sa / AFP A TV Globo realiza, nesta semana, uma série de entrevistas diárias com os candidatos à Presidência da República, transmitidas ao vivo sempre após a exibição do Jornal Nacional. Até sábado, os seis mais bem colocados na última pesquisa Quaest serão sabatinados pelos jornalistas Renata Vasconcellos e César Tralli. Nesta quinta-feira, foi a vez do atual chefe do Executivo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na sabatina, o petista teve um desempenho descrito como "firme", "com desenvoltura" e "exaltado" em alguns momentos pelos colunistas do GLOBO, que deram a ele uma nota média 3, numa escala que vai de 1 a 5. Quanto maior o número atribuído pelo jornalista, melhor a atuação do candidato. A nota final é calculada a partir de uma média das pontuações atribuídas por cada colunista ao entrevistado. Estreando as sabatinas, na segunda-feira, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) teve um desempenho que recebeu uma nota média 2. Já na terça-feira, a performance do ex-governador de Goiás (PSD) Ronaldo Caiado rendeu a ele uma nota média 1,4. Ontem, a entrevista do candidato do Missão, Renan Santos, foi avaliada com uma nota média 2,6. Depois de Lula, encerram as sabatinas o senador Flávio Bolsonaro (PL), que será entrevistado nesta sexta-feira, dia 28, e o escritor Augusto Cury (Avante), no sábado, dia 29. A ordem foi definida por sorteio com a presença de representantes dos partidos. Veja a avaliação de cada colunista: Thomas Traumann (Nota 2): "Desacostumado a entrevistas duras, o presidente Lula passou a maior parte do tempo na defensiva, respondendo sobre casos de corrupção envolvendo seu filho e ex-chefe de gabinete. Encerrou se perdendo no tempo das considerações finais". Míriam Leitão (Nota 3): "O candidato Lula da Silva enfrentou as perguntas sobre corrupção admitindo que o filho será punido se tiver cometido erros e que as ações do seu ex-chefe de gabinete levam desconfiança para o governo. Mas lembrou que a quadrilha do INSS foi montada em 2019 e foi investigada e presa pelo governo dele. Deu boas respostas para perguntas muito duras. Errou quando quis criticar a pergunta pertinente da Renata Vasconcellos sobre contas públicas. Na área fiscal, a atitude de dizer que fez superávit no passado não resolve nenhuma das dúvidas atuais sobre a trajetória da dívida. Na educação, surfou com dados e entusiasmo. Na segurança, deu resposta boa. E soube pedir votos". Merval Pereira (Nota 3): "Lula parece cansado ao final da entrevista". Vera Magalhães (Nota 3): "A experiência de Lula fez com que encarasse com desenvoltura uma entrevista dura. Defendeu investigação do filho e de Marcola. Evitou de novo falar em corte de gastos, dizendo que produziu superávits em todos os seus mandatos. Derrapou na agressividade com Renata Vasconcellos depois de uma sucessão de perguntas sobre corrupção. O fim da escala 6x1 ficou de fora e ele esqueceu de colocar nas considerações finais". Fabio Graner (Nota 3): Lula se mostrou firme nas respostas sobre os questionamentos em torno das denúncias contra seu filho e os escândalos do INSS e do Master, mas não conseguiu uma resposta que o tirasse rapidamente do tema. No debate sobre contas públicas, evocou seu passado, disse ter compromisso com responsabilidade, mas enfraqueceu o discurso do seu ministro da Fazenda, a quem havia autorizado sinalizar postura mais forte no fiscal. Na educação, mostrou se importar com o tema e querer fazer mais, sem deixar claro como. E na segurança, fez um discurso muito técnico para um assunto que mexe com emoções. Saiu da entrevista sem brilhar, mas também não se prejudicou. Bernardo Mello Franco (Nota 3): "Questionado sobre as suspeitas que envolvem o filho e o ex-chefe de gabinete, Lula se refugiou na presunção de inocência, prometeu não interferir na PF e tentou usar o caso para se diferenciar de Bolsonaro. Depois da bateria de perguntas sobre corrupção, fez piada e mostrou alívio ao ter que tratar do crescimento da dívida pública. Foi melhor ao pregar uma 'revolução tecnológica' e prometer mais investimentos em educação num eventual quarto mandato". Bela Megale (Nota 4): "No tema mais difícil que foram as acusações contra seu filho, Lula se descolou das investigação, cobrou apurações e justiça para aliados e para o próprio Lulinha. Ao mesmo tempo os acolheu, dizendo que é preciso ter presunção de inocência. Vendeu aos eleitores a esperança de prosperidade, falou sobre o Brasil explorar minerais críticos e ocupar uma posição de disputa com países ricos. Faltaram temas como soberania e escala 6x1. Em alguns momentos, o presidente se mostrou exaltado, especialmente nas perguntas sobre as investigações envolvendo seu filho e aliados".