Elenice, Nice, Elê ou Lelê —o jeito pelo qual era chamada variava conforme os grupos de que fazia parte— se foi subitamente na quinta-feira (20), aos 65 anos, em São Paulo.
Caçula dos quatro filhos de Francisca e Attilio, tinha dois irmãos já falecidos, José Francisco e Maria Ângela, e a irmã Eliane. Era ligada à mãe, com quem compartilhava muitas lembranças, sobretudo em torno da cozinha. Foi com Francisca que aprendeu a cozinhar, uma habilidade que, muitos anos depois, se tornaria também profissão.
Formada em jornalismo pela PUC-SP, foi revisora, editora de textos, repórter e redatora. Trabalhou na Folha, em O Estado de S. Paulo, na revista Caras, na Editora Globo, no Valor Econômico e em publicações empresariais. Há alguns anos, deixou o jornalismo para se dedicar somente às panelas, sua predileção.
Lelê cozinhava maravilhosamente bem. Fazia bolos e doces para a família, amigos e para os filhos deles, preparava ceias de Natal, delícias de Páscoa e todo tipo de comida, sempre com ingredientes frescos. A cozinha de seu apartamento em Perdizes, bairro onde morou por cerca de 30 anos, acabou se transformando também em espaço de produção das encomendas.
Cozinhar era uma de suas formas de cuidar. Outra era estar presente. Quando uma amiga teve o primeiro filho em Barcelona, Lelê foi até lá para ajudá-la. Era ótima companheira de viagens. Risonha e divertida, tinha uma maneira generosa de estar perto das pessoas e de fazer parte da vida delas.






