Monitoramento indicou a presença de possíveis rachaduras nas geleiras 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Vista aérea mostra casas cobertas pela lama após as enchentes repentinas — Foto: Prabin Ranabhat/AFP As autoridades meteorológicas do Nepal passaram a monitorar duas geleiras próximas àquela de onde um bloco colapsou na quarta-feira, provocando a inundação que deixou centenas de mortos e mais de mil desaparecidos. O monitoramento foi intensificado após imagens recebidas indicarem a presença de possíveis rachaduras nas geleiras. As autoridades meteorológicas do Nepal, no entanto, ressaltam que as fissuras não necessariamente significam que um novo colapso esteja prestes a ocorrer. Segundo elas, as rachaduras podem existir há algum tempo. — Diante do que aconteceu com a geleira próxima, estamos tentando monitorá-las o máximo possível — disse um alto funcionário do Departamento de Hidrologia e Meteorologia do Nepal à rede britânica BBC . As autoridades analisam imagens de drones compartilhadas pela China, feitas no local e nos arredores da área onde ocorreu o colapso da geleira, na encosta norte do monte Langtang Lirung, no lado nepalês da fronteira. Risco de novas ocorrências Especialistas do Centro Internacional para o Desenvolvimento Integrado das Montanhas (Icimod), organização especializada em riscos na região do Himalaia, afirmam que as duas geleiras monitoradas alimentam o mesmo rio Lhende, que transbordou durante as enchentes. Imagens de satélite indicam que uma das formações pode conter massas de gelo suspensas que precisam ser observadas e avaliadas, segundo Qianggong Zhang, chefe de riscos climáticos e ambientais do Icimod. Geleiras suspensas podem representar um risco maior porque ficam presas a encostas íngremes. Uma estrutura desse tipo fazia parte da geleira que colapsou e contribuiu para as enchentes na região.