Ao menos 468 pessoas morreram e centenas estão desaparecidas, muitas delas turistas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Casas ficam parcialmente submersas após uma inundação repentina em Trishuli Bazar, no Nepal, em 26 de agosto de 2026 — Foto: PRABIN RANABHAT/AFP O colapso de uma geleira provocou atividade sísmica e as enchentes "catastróficas" que atingiram áreas entre o Nepal e a região autônoma chinesa do Tibete, informou nesta quinta-feira o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). A agência explicou que a atividade sísmica, inicialmente registrada como um terremoto, "foi na realidade um colapso glacial e um fluxo de detritos", que "provocou consequências catastróficas a jusante". Ao menos 468 pessoas (393 deles estrangeiros) morreram e centenas estão desaparecidas, muitas delas turistas, no norte do Nepal e no vizinho Tibete, região autônoma da China, depois de águas de enchente correrem violentamente por vales de rios nesta quarta-feira, destruindo povoados na região da Cordilheira do Himalaia, a cadeia de montanhas mais alta do mundo. Imagens captadas por câmeras de segurança, drones e populares, divulgadas pela polícia do Nepal , pela mídia estatal chinesa e nas redes sociais, revelam a extensão da destruição provocada. Em um compilado de vídeos que mostra as imediações da cidade tibetana de Porto Gyirong, na fronteira com o Nepal, é possível ver pessoas a pé, tentando escapar da torrente de água, lama e destroços, que invade a região carregando automóveis e construções. Edifícios de uma área comercial ficaram soterrados. Do lado nepalês, registros mostraram a cheia dos rios arrastando casas em seu percurso no distrito de Rasuwa e em outras regiões perto da capital, Katmandu. Veja fotos das Inundações no Nepal 1 de 13 Casas ficam parcialmente submersas em água barrenta ao longo da margem de um rio após inundações — Foto: Prabin RANABHAT / AFP 2 de 13 Casas ficam parcialmente submersas em água barrenta ao longo da margem de um rio — Foto: Prabin RANABHAT / AFP X de 13 Publicidade 13 fotos 3 de 13 Equipes de resgate usam uma escavadeira para transportar uma pessoa afetada por inundações repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal, em 26 de agosto de 2026 — Foto: Prakash MATHEMA / AFP 4 de 13 Casas ficam inundadas de lama após inundações repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal — Foto: Prakash MATHEMA / AFP X de 13 Publicidade 5 de 13 Equipes de resgate carregam uma pessoa afetada por inundações repentinas em Devghat — Foto: Prakash MATHEMA / AFP 6 de 13 Uma casa fica inundada de lama após inundações repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot — Foto: Prabin RANABHAT / AFP X de 13 Publicidade 7 de 13 Moradores observam casas parcialmente submersas em água barrenta após inundações repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal, — Foto: Prakash MATHEMA / AFP 8 de 13 Uma casa fica parcialmente submersa em água barrenta após inundações repentinas em Trishuli Bazar, no distrito de Nuwakot, no Nepal — Foto: Prakash MATHEMA / AFP X de 13 Publicidade 9 de 13 Moradores observam uma torrente de água barrenta avançar por um rio após inundações repentinas no Nepal em 26 de agosto de 2026. — Foto: Prakash MATHEMA / AFP 10 de 13 Uma torrente de água barrenta avança por um rio após inundações repentinas em Galchhi, no distrito de Dhading, no Nepal — Foto: AFP X de 13 Publicidade 11 de 13 Uma inundação massiva atingiu o distrito de Rasuwa, no norte do Nepal, em 26 de agosto, danificando estradas e a infraestrutura de energia enquanto as autoridades se mobilizavam para avaliar a extensão da destruição — Foto: Prabin RANABHAT / AFP 12 de 13 Casas ficam inundadas de lama após inundações repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal — Foto: Prakash MATHEMA / AFP X de 13 Publicidade 13 de 13 Uma casa fica inundada de lama após inundações repentinas em Devghat, no distrito de Nuwakot, no Nepal — Foto: Prabin RANABHAT / AFP Inicialmente, o ministro das Relações Exteriores do Nepal, Shishir Khanal, afirmou que as inundações teriam ocorrido não por chuvas torrenciais, mas após um rio transbordar por um deslizamento de terra provocado por um terremoto, citando que Serviço Geológico dos EUA tinha registrado um sismo de magnitude 4,4. A hipótese foi descartada posteriormente, quando o USGS afirmou que foi a avalanche que liberou a energia sísmica. Pontes e estradas destruídas Milhares de pessoas vivem nos povoados às margens de rios do Nepal, incluindo na parte baixa do curso das águas em relação às áreas atingidas pela cheia. Autoridades não apresentaram estimativas quanto à extensão dos danos materiais, mas mencionaram que a força das águas arrastou ao menos 19 pontes e 40 km de estradas. Em uma cena gravada no distrito de Dhading, a norte da capital, é possível ver o momento em que uma ponte é levada pela água. A Associação de Produtores Independentes de Energia do Nepal informou que 14 projetos hidrelétricos, incluindo cinco em construção, foram afetados. Sessenta trabalhadores envolvidos nas construções estão desaparecidos. Enxurrada derruba ponte no distrito de Dhading, no Nepal O primeiro-ministro nepalês, Balendra Shah, convocou uma reunião urgente da agência de gestão de desastres do país e anunciou o encaminhamento dos trabalhos coordenados com equipes médicas, de busca e da Cruz Vermelha. Em uma mensagem ao público via redes sociais, o jovem premier de 36 anos pediu união para enfrentar o momento de crise aguda. "A dor e a perda que vocês sofreram não são pequenas. Mas quero assegurar-lhes que não estão sozinhos neste momento difícil. O Estado está com vocês, com todos os seus meios e recursos", afirmou Shah em um comunicado publicado nas redes sociais. "Por favor, tenham paciência. O governo assume total responsabilidade pelo resgate, tratamento, alimentação e abrigo de vocês."