Encontrar uma batata com pequenos brotos na despensa é uma situação comum e que costuma gerar dúvidas em relação ao seu consumo. Embora o tubérculo seja um alimento nutritivo e seguro quando armazenado adequadamente, a brotação, o esverdeamento, a exposição à luz e outras condições de armazenamento podem favorecer o aumento da concentração de glicoalcaloides, compostos naturais produzidos pela planta como mecanismo de defesa.
Os principais são a α-solanina e a α-chaconina. Essas substâncias estão naturalmente presentes nas batatas em pequenas quantidades, mas tendem a se concentrar em regiões como a casca, os “olhos”, as áreas esverdeadas e os brotos. Segundo Viviane Melo, professora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, o ideal é não avaliar a segurança do alimento apenas pela presença ou pelo tamanho do broto.
“Uma batata com alterações importantes, como muitos brotos, áreas verdes extensas, sabor amargo ou aspecto muito enrugado e deteriorado, deve ser descartada. Esses sinais podem indicar mudanças na composição do alimento e maior concentração de glicoalcaloides”, explica a especialista.
A batata é um tubérculo vivo e, com o passar do tempo, pode iniciar o processo de germinação para dar origem a uma nova planta. A exposição à luz também pode provocar o surgimento da coloração verde, causada pela clorofila, mas que não é tóxica por si só. O problema é que o esverdeamento provocado pela exposição à luz pode servir como um sinal de alerta para o possível aumento de glicoalcaloides no tubérculo.






