Tesouro americano anunciou que pretende retirar das filiais de um banco egípcio nos Emirados Árabes Unidos o acesso ao sistema financeiro americano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, caminha após uma entrevista coletiva para detalhar novas sanções contra o Irã, no Departamento do Tesouro, em Washington, D.C., Estados Unidos, em 24 de agosto de 2026 — Foto: REUTERS/Evelyn Hockstein O Departamento do Tesouro dos Estados Unidos anunciou nesta sexta-feira que pretende retirar o acesso ao sistema financeiro americano das filiais do Banque Misr nos Emirados Árabes Unidos, em uma das primeiras medidas do governo do presidente Donald Trump para implementar a prometida “Operação Pária Econômico” contra o Irã. A instituição financeira é a segunda maior do Egito, e a medida busca impedir que suas operações nos Emirados realizem transações em dólares. “O Tesouro prometeu cortar todas as fontes de sustentação econômica que ainda restam a Teerã e finalmente pôr fim à ameaça representada pelo governo iraniano”, afirmou o secretário do Tesouro, Scott Bessent, em comunicado publicado no site oficial do Tesouro. “Também alertamos que aqueles que ajudam o Irã não podem continuar tendo acesso ao dólar americano e ao sistema financeiro global. O Banque Misr UAE decidiu descobrir isso da pior maneira e, hoje, estamos dando o primeiro passo para responsabilizá-lo por seu apoio contínuo e flagrante ao governo iraniano”, acrescentou. De acordo com o Tesouro, estima-se que, entre janeiro de 2024 e junho de 2026, o Banque Misr UAE processou cerca de US$ 1,8 bilhão para 103 empresas potencialmente ligadas às redes bancárias paralelas usadas pelo Irã para contornar sanções e acessar moedas estrangeiras. Ainda segundo o órgão, o Irã utiliza bancos do tipo como “redes para lavar dinheiro, adquirir armas e financiar seus grupos terroristas aliados na região”. “Entre os clientes do Banque Misr UAE estão aparentes empresas de fachada usadas pelo Ministério da Defesa do Irã e pela Guarda Revolucionária para contornar sanções americanas, além de lavar dinheiro em nome do líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei”, pontuou o Tesouro. A iniciativa é a primeira desde que Bessent anunciou na segunda-feira um “Dia D Econômico” contra Teerã e seus parceiros financeiros. Seu alcance, porém, é mais limitado do que as sanções previamente sugeridas pelo secretário e evidencia a cautela de Washington em atingir grandes instituições financeiras chinesas, por exemplo, diante do risco de retaliação de Pequim, às vésperas de um encontro entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping em Washington, e de turbulências no sistema financeiro global. Hoje, Pequim figura como um dos grandes aliados comerciais da República Islâmica, uma vez que é o maior comprador de petróleo iraniano transportado por via marítima. Pessoas caminham em frente a um outdoor anti-EUA em uma rua de Teerã, Irã , em 3 de agosto de 2026 — Foto: Majid Asgaripour/WANA (West Asia News Agency) via REUTERS O Tesouro também anunciou sanções contra o gerente-geral da filial em Dubai do banco iraniano Bank Melli, Reza Mohammad Taeedi, e contra a Kameng Trading Limited, uma empresa de Hong Kong acusada de ajudar a lavar recursos para uma entidade iraniana sancionada. A medida contra o Banque Misr UAE, que é menos abrangente do que sanções, ainda ficará sujeita a um período de 30 dias para comentários públicos antes de entrar em vigor. A nova ofensiva econômica ocorre seis meses após o início da guerra, sem que os EUA tenham conseguido derrubar o governo iraniano ou obter concessões sobre seu programa nuclear.
EUA impõem primeiras medidas da 'ofensiva econômica' contra o Irã
Tesouro americano anunciou que pretende retirar das filiais de um banco egípcio nos Emirados Árabes Unidos o acesso ao sistema financeiro americano













