O psquiatra também se colocou a favor do impeachment de ministros do STF 'se eles cometerem erros' e defendeu mandatos de oito anos para os integrantes da Corte 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury na sabatina O Globo, CBN e Valor — Foto: Ana Branco / Agência O Globo O psiquiatra e candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) diz que o julgamento do 8 de janeiro de 2023 não foi suficiente para decidir se dará anistia aos condenados e afirmou que, caso eleito, convidará um grupo de juristas do Brasil e estrangeiros para analisar. Em sabatina do GLOBO, CBN e Valor, o candidato também defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) se os magistrados "cometerem erro". Com qual candidato ao governo do Rio você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubraCom qual candidato a presidente você mais se identifica? Faça o teste do GLOBO e descubra — Vou convidar um grupo de juristas notáveis do Brasil e de fora para ver se teve vícios nos processos. O julgamento não foi suficiente; quero analisar. Não vou entrar nessa polarização. Quero o lado bom da política, sem essa guerra interminável, que tem falado ao coração de milhões da direita e da esquerda — disse. Questionado sobre o impeachment de ministros do Supremo, cuja defesa imobiliza a opinião de outros candidatos da direita, o psiquiatra disse que considera a punição necessária caso os integrantes da Corte cometam algum erro e se colocou a favor da criação de mandatos para os magistrados. — Se o [ministro] cometeu erros, tem de sofrer impeachment. Mas o problema é mais grave. Eu sou o único que propõe uma reforma séria no STF o fim da vitaliciedade. Cada um fica 8 anos e vai embora. E os próximos dois ministros teriam que ser mulheres — afirmou. Questionado se é de direita ou esquerda, Cury despistou ao dizer que tem "mente capitalista", mas "coração social". Negou-se a se inserir em alguma posição específica do espectro ideológico. Na seara política, o escritor observou que é contra o "câncer da reeleição" e favorável à implementação do parlamentarismo. — Tem que ter um primeiro-ministro chancelado pelo Congresso, que hoje já tem muito peso. Vivemos um parlamentarismo de fato. É um parlamentarismo de fato, mas não de direito — afirmou. — Se tem o bônus, vamos dar o ônus. Se o primeiro-ministro for impopular e corrupto, recebe uma moção de desconfiança e cai. (Matéria em atualização)