Candidato do Avante participa de sabatina do Valor, O Globo e CBN 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Augusto Cury na sabatina do Valor, O Globo e CBN — Foto: Reprodução O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, afirmou nesta sexta-feira (28) que pretende taxar “pesadamente” as big techs caso seja eleito. Ao participar da sabatina promovida pelo Valor, O Globo e CBN, defendeu a liberdade de expressão nas redes sociais e se posicionou contra o banimento do Discord no país. “Taxaria muito [as big techs], pesadamente, em níveis de cigarro. Nós vamos taxar as redes sociais, não os influencers”, pontuou Cury. Ele afirmou que a medida também alcançaria as plataformas de apostas online, as chamadas “bets”. Apesar de defender o aumento da tributação, o candidato se posicionou contra mecanismos de controle sobre as redes sociais. “Não sou a favor de controlar as redes sociais, é um ambiente de liberdade”, declarou. Cury classificou os impactos das plataformas sobre a saúde mental como um problema de saúde pública e afirmou que não apoiaria o banimento do Discord. Ao mesmo tempo, defendeu regras específicas para o uso das redes sociais por jovens, com medidas contra deepfakes e fake news, sem restringir a liberdade de expressão. “Regular [redes sociais] para jovens é uma coisa, tem que ter liberdade de expressão sem dúvida nenhuma e as pessoas que fazem deepfake ou fake news, tem que ir às barras da Justiça, mas eu não sou a favor de controlar as redes sociais”, disse. Ao defender a responsabilização das plataformas, Cury afirmou que empresas como a Meta, de Mark Zuckerberg, poderiam ser levadas à Justiça caso fosse comprovado que seus serviços contribuem para casos de automutilação entre jovens. “Vamos colocar uma taxação altíssima e, se ficar provado que elas de fato estão levando [à] automutilação, vão pagar milhões de dólares para cada família [vítima] e para o governo federal”, afirmou. Cury também comparou os gastos de sua campanha nas redes sociais com os de seus principais adversários. “Gastamos R$ 20 mil nas redes sociais até agora, enquanto Lula e Flávio gastam de R$ 30 milhões a R$ 50 milhões por mês. Tudo tem sido espontâneo. O que vamos fazer? Temos que taxar em níveis como se fosse o cigarro”, reforçou.