O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu pressa ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na votação do projeto de lei que cria regras para a exploração de minerais críticos após o governo verificar a corrida de estrangeiros em quatro projetos de terras raras no Brasil.
O diagnóstico é que os estrangeiros correm para se associar ou ampliar participação em projetos no interior do país antes que entrem em vigor as regras para controlar essas investidas.
Lula, por sua vez, quer apressar o passo na legislação, temendo que os investidores estrangeiros tracem estratégias que possam atrapalhar o plano de regular o setor e obrigar que parte do processo produtivo do minério seja feito no país.
Nos últimos dias, o projeto Serra Verde, em Goiás, e o projeto Colossus, em Poços de Caldas (MG), anunciaram que receberão investimentos adicionais do Departamento de Defesa dos Estados Unidos e da Viridis, empresa australiana de mineração, que somam US$ 870 milhões (cerca de R$ 4,5 bi pela cotação atual).
Outros dois projetos de terras raras foram irrigados com aportes estrangeiros em janeiro e em abril de 2026, após o início da discussão sobre o marco regulatório de terras raras. São eles o projeto Caldeira, da australiana Meteoric em Poços de Caldas (MG), e o Borborema, da Brazilian Rare Earths, na Bahia.











