O presidente Lula tem pressa para tirar do papel seus planos para os chamados minerais críticos. A estratégia depende de um projeto aprovado pela Câmara em maio e parado desde então no Senado. Embora ainda falte a palavra final dos senadores, Lula orientou o governo a deixar prontas todas as normas jurídicas que complementarão a futura legislação. Quer assiná-las no mesmo dia da sanção da lei.
Para os objetivos de Lula, o ponto mais importante do projeto aprovado pelos deputados é a criação do Conselho Nacional para a Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, vinculado à Presidência da República. A ideia enfrenta resistência dentro do próprio governo, sobretudo no Ministério de Minas e Energia, e também no setor privado, em particular no Instituto Brasileiro de Mineração, o Ibram, representante das grandes mineradoras.
No Palácio do Planalto, há desconfianças de que os Estados Unidos prefiram que a legislação brasileira sobre mineração permaneça como está — liberal e permissiva. Essa seria uma possível explicação para o fato de o governo norte-americano não ter abordado o tema dos minerais críticos durante a reunião entre Lula e Donald Trump na Casa Branca, realizada um dia após a aprovação do projeto pelos deputados.
















