As redes sociais do candidato à Presidência Renan Santos (Missão) receberam tratamento desigual pelos algoritmos das plataformas em relação aos seus rivais durante mais de dez dias de campanha eleitoral.
Devido a uma regra do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) de 2024, as plataformas devem excluir os perfis declarados pelos candidatos à Justiça dos seus algoritmos de recomendação. Na prática, isso significa que as plataformas não podem exibir postagens da conta de um candidato para alguém que não segue esse perfil.
Apesar de estar presente em diversas redes sociais, como Instagram, YouTube e TikTok, ao registrar sua candidatura em 7 de agosto, Renan Santos declarou ao TSE apenas seu perfil no X (ex-Twitter) e um site. Três dias depois do começo oficial da campanha, em 19 de agosto, sua equipe jurídica pediu ao tribunal para que outras contas fossem incluídas.
Ao menos até o início da noite desta quinta-feira (27), porém, esses outros perfis de Renan seguiam fora da base de dados do TSE e também da ficha oficial do candidato, no DivulgaCand. No processo em que o pedido havia sido feito, só houve andamento a respeito após a Folha entrar em contato com o tribunal na tarde desta quinta. Às 19h, foi incluído documento certificando o pedido de acréscimo das redes.















