Polícia Civil paulista investiga suspeitas de irregularidades em contratos firmados com ONG de Karina Ferreira da Gama 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Karina Ferreira da Gama, dona da produtora do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/YouTube - The Connect Faith A defesa da empresária Karina Ferreira da Gama, dona da produtora responsável por “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, pediu na quarta-feira (26) ao ministro André Mendonça que sejam suspensas as investigações contra ela feitas pela Polícia Civil de São Paulo e que o caso vá ao Supremo Tribunal Federal (STF). O argumento é que, embora a Polícia Civil investigue supostas irregularidades em contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), ligado à empresária, o inquérito passou a tratar também de recursos usados na produção de "Dark Horse". Mendonça é relator de um inquérito que apura se há irregularidades nos repasses feitos pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Master, para a produção do filme. O caso passou a ganhar repercussão desde que o Intercept Brasil revelou que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pediu dinheiro a Vorcaro para financiar Dark Horse. Ao menos R$ 61 milhões foram repassados pelo ex-banqueiro à Go Up Entertainment, de Karina Ferreira da Gama, responsável pelo filme. “Constata-se que, na realidade, a investigação de primeiro grau tem como verdadeiro objeto: a aplicação de recursos financeiros por parte do banqueiro Daniel Vorcaro no financiamento do filme Dark Horse. Tal objeto atrai a competência absoluta desse Supremo Tribunal Federal”, diz a solicitação encaminhada a Mendonça. Segundo o pedido, a investigação da Polícia Civil trata dos mesmos fatos já em apuração no inquérito autorizado por Mendonça e presidido pelo ministro. Assim, não faria sentido ter duas apurações semelhantes em dois locais diferentes. “Tratando-se de investigação que tramita em primeiro grau e tem por objeto precisamente os mesmos fatos que se investigam nos presentes autos, mostra-se necessário reconhecer a competência desse Supremo Tribunal para o caso, com a imediata avocação do feito de primeiro grau”, prossegue o pedido. Por fim, a defesa de Karina diz que a apuração de SP circunda “relacionamentos financeiros e políticos” envolvendo o financiamento de Dark Horse. “Tais fatos já são objeto de análise e supervisão judicial do Supremo. Com efeito, rememora-se que, durante o curso das investigações relacionadas a Daniel Vorcaro e ao Banco Master na Justiça Federal do Distrito Federal, foram identificados indícios de possível envolvimento de pessoas detentoras de foro. Por essa razão, postulou-se que todas as investigações relacionadas fossem remetidas da primeira instância para essa Suprema Corte.” Nessa semana, o ministro Flávio Dino autorizou o compartilhamento de dados sobre o inquérito que tramita em São Paulo à Polícia Federal. O magistrado é o relator de uma investigação sobre o repasse de emendas parlamentares à empresa responsável pela produção de "Dark Horse". O episódio envolvendo o filme desgastou Flávio, que, segundo pesquisas de intenção de voto, perdeu pontos após a revelação de que pediu dinheiro a Vorcaro para o financiamento Dark Horse. Na avaliação de integrantes do PL, por exemplo, a conversa sobre o financiamento do filme foi o fato que mais gerou desgaste à campanha de Flávio. O candidato confirmou a troca de mensagens, mas disse que não haveria irregularidades na transação.
Dona da produtora de 'Dark Horse' pede que Mendonça suspenda apuração em SP e leve caso ao Supremo
Polícia Civil paulista investiga suspeitas de irregularidades em contratos firmados com ONG de Karina Ferreira da Gama












