Governador diz que acusação de atraso nas apurações é 'desrespeito' com a Polícia Civil; PF investiga se emendas parlamentares abasteceram filme sobre Bolsonaro 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, durante sabatina dos jornais O GLOBO e Valor e da rádio CBN — Foto: Maria Isabel Oliveira/Agência O Globo O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta terça-feira que a Polícia Civil paulista vai cumprir a decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o compartilhamento com a Polícia Federal de documentos e dados ligados à empresária Karina Ferreira da Gama. Investigada pela Polícia Civil, Karina é dona da produtora Go Up Entertainment, responsável pelo filme “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Objetos da empresária foram apreendidos pela durante a Operação Wi-Fi, realizada em junho para investigar suspeitas de fraude em um contrato de cerca de R$ 108 milhões por ano firmado com a prefeitura de São Paulo para a instalação de pontos de internet sem fio na cidade. Adversários de Tarcísio acusavam a Polícia Civil de retardar as investigações contra Karina e suas empresas em razão do período eleitoral. — Obviamente, se tem uma decisão judicial, a decisão vai ser cumprida. As investigações seguem um ritmo estabelecido na lei. Temos profissionais à frente das investigações. À medida que as decisões judiciais forem aparecendo, elas vão sendo cumpridas — afirmou Tarcísio. De acordo com o governador, sugerir que a corporação estava atrasando a investigação por questões políticos é um "desrespeito". — A Polícia Militar é uma polícia profissional, a Polícia Civil é uma polícia profissional e a gente tem que ter confiança nas instituições de Estado. Então, quando uma declaração dessa natureza é feita, mostra que há, na verdade, desapreço, desrespeito. Então, há um desrespeito com as instituições policiais — disse. — A Polícia Militar é uma polícia profissional, a Polícia Civil é uma polícia profissional e a gente tem que ter confiança nas instituições de Estado. Então, quando uma declaração dessa natureza é feita, mostra que há, na verdade, desapreço, desrespeito. Então, há um desrespeito com as instituições policiais . A determinação de Dino estabelece prazo de cinco dias para o envio dos dados brutos, extrações de celulares e documentos recolhidos na operação. Entre os materiais apreendidos estão notas fiscais e contratos, além do celular de Karina da Gama e de seu computador pessoal. A Polícia Civil também pediu a quebra dos sigilos fiscais da empresária e de empresas e institutos controlados por ela. O compartilhamento foi solicitado pela Polícia Federal no âmbito de um inquérito aberto no STF para apurar a suspeita de que emendas parlamentares possam ter abastecido a produção de “Dark Horse”. A PF pretende analisar computadores, celulares, documentos contábeis, notas fiscais, comprovantes de pagamentos e registros financeiros apreendidos pela Polícia Civil. Ao determinar o compartilhamento, Dino considerou pertinente a justificativa apresentada pela PF. O inquérito teve origem em uma apuração da Controladoria-Geral da União solicitada pelo ministro sobre emendas destinadas ao Instituto Conhecer Brasil e à Academia Nacional de Cultura (ANC) pelos deputados Mário Frias, Marcos Pollon e Bia Kicis. Segundo a investigação, as entidades seriam vinculadas a um mesmo núcleo de gestão coordenado por Karina Ferreira da Gama. — A Polícia Civil é uma instituição profissional e é uma polícia de Estado, não de governo. E a gente tem que ter confiança nas instituições de Estado. Uma declaração ou acusação dessas mostra que há desapreço e desrespeito com as instituições policiais — afirmou. *Com G1
Tarcísio diz que Polícia cumprirá decisão do STF e enviará à PF provas sobre ONG ligada a 'Dark Horse'
Governador diz que acusação de atraso nas apurações é 'desrespeito' com a Polícia Civil; PF investiga se emendas parlamentares abasteceram filme sobre Bolsonaro







