Polícia Federal terá acesso a informações da Polícia Civil de SP, que investiga contratos da ONG ligada à proprietária da Go Up Entertianment com a Prefeitura de São Paulo 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 "Dark Horse", filme sobre Jair Bolsonaro — Foto: Divulgação O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, autorizou a Polícia Federal a ter acesso aos dados da operação da Polícia Civil de São Paulo sobre a produtora da Go Up Entertainment, responsável pelo filme "Dark Horse", que retrata a biografia do ex-presidente Jair Bolsonaro. A informação foi antecipada pela colunista Bela Megale, do jornal O Globo. O Valor apurou que a decisão de Dino foi tomada na sexta-feira (21) no âmbito da investigação sigilosa sobre o suposto uso de emendas parlamentares para financiar a produção do filme, que tramita em seu gabinete. A PF havia solicitado ao ministro para ter acesso a informações já utilizadas pela Polícia Civil de São Paulo, que realizou em junho deste ano buscas contra Karina Ferreira da Gama, ligada à ONG Instituto Conhecer Brasil no âmbito de uma investigação sobre um contrato da ONG com a Prefeitura de São Paulo. Karina da Gama também é dona da Go Up Enterntainment. A ONG e a produtora responsável pelo filme sobre Jair Bolsonaro funcionam no mesmo endereço, na Avenida Paulista, e tem como sócia Karina Ferreira da Gama, produtora do filme. Uma das linhas de investigação das autoridades paulistas é se o contrato da Prefeitura com a ONG de Karina para fornecer serviço de internet wi-fi na capital paulista teria sido desviado para a produção do filme. Já a Polícia Federal tem uma investigação específica sobre a suspeita de uso indevido de dinheiro público para custear a produção, e por isso quer acessar o material já obtido pelas autoridades paulistas sobre os negócios de Karina. Essa investigação foi autorizada por Dino em maio, após o STF receber denúncias de parlamentares de esquerda sobre o uso de emendas Pix para patrocinar o filme de Bolsonaro. Também em maio, o site Intercept Brasil revelou a existência de mensagens em que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro cobra do ex-banqueiro Daniel Vorcaro repasses de cerca de R$ 60 milhões para o filme. O dinheiro foi enviado por Vorcaro para uma holding nos Estados Unidos, que tem entre seus controladores um advogado de Eduardo Bolsonaro, ex-deputado federal e irmão de Flávio. Flávio e Eduardo negaram irregularidades no uso do dinheiro. Procurada, a defesa de Karina da Gama e da produtora ainda não se manifestou. A reportagem entrou em contato com a assessoria de Flávio Bolsonaro, que também não se pronunciou até o momento. Karina da Gama, dona da produtora do filme Dark Horse, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro — Foto: Reprodução/YouTube - The Connect Faith